Kanban de manutenção é um quadro visual em que cada serviço (uma OS ou uma solicitação) é um cartão que avança por colunas que representam as etapas do fluxo, por exemplo: aguardando aprovação, aguardando material, programada, em execução e concluída. A ideia vem do Sistema Toyota de Produção e foi adaptada para o trabalho de serviços: o que importa é ver onde as coisas estão paradas.
Na manutenção, a palavra também aparece no almoxarifado, como sistema de reposição de peças por cartão. Aqui, o sentido é o do quadro de fluxo de serviços.
Como montar um kanban de manutenção
- Colunas iguais às etapas reais. Se a OS costuma esperar peça, “aguardando material” precisa ser uma coluna, e não um comentário no cartão.
- Limite de trabalho em andamento. Defina quantos cartões cabem em “em execução” por equipe. Quando o limite estoura, alguém está começando serviço sem terminar o anterior.
- Cartão com o mínimo: TAG do equipamento, prioridade, responsável e data de entrada na coluna.
- Revisão diária na reunião de manutenção, da direita para a esquerda: primeiro o que está quase pronto.
Exemplo numa usina durante a entressafra
Na entressafra, a equipe de caldeiraria de uma usina tinha 140 serviços de reforma para a moenda e a caldeira. No quadro, ficou claro em dois dias o que a planilha escondia: 31 cartões em “aguardando material”, a maior parte esperando chapa e tubo comprados fora do prazo (exemplo). O coordenador levou o quadro para a reunião com compras, e os pedidos passaram a ser acompanhados por cartão.
O erro mais comum
O quadro desatualizado. Kanban de parede com post-it costuma funcionar nas primeiras semanas e depois virar decoração, porque atualizar depende de alguém lembrar de ir até ele. Um kanban digital, como o do Sismetro, ajuda porque o quadro fica no mesmo sistema em que os serviços são registrados, e não numa parede longe da oficina. O outro erro é criar colunas demais: com doze etapas, ninguém sabe onde colocar o cartão e o quadro perde a função de mostrar o gargalo.
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