Programação da manutenção

Programação da manutenção define quem executa cada OS e quando, conforme capacidade da equipe, peças e liberação. Veja um exemplo de cálculo.

Programação da manutenção é a etapa que define quando cada ordem de serviço já planejada será executada e por quem, encaixando o trabalho na capacidade real da equipe, na disponibilidade de peças e na janela em que a produção libera o equipamento. O planejamento responde “o que e como fazer”; a programação responde “quem, quando e em que ordem”.

Na maioria das plantas a programação é semanal, fechada alguns dias antes, com ajustes diários na reunião da manhã. Só entra na semana a OS que está pronta: escopo definido, horas estimadas, peças separadas ou confirmadas no almoxarifado, ferramentas especiais reservadas e liberação acertada com a operação.

Como calcular a capacidade a programar

Horas programáveis = técnicos × horas produtivas por dia × dias − reserva para emergências

Exemplo numa fábrica de biscoitos: 6 mecânicos no turno, 8 horas pagas, das quais cerca de 6 sobram para execução depois de reunião, deslocamentos e intervalos. Em 5 dias: 6 × 6 × 5 = 180 homem-hora. O histórico mostra que as emergências consomem em média 20% da semana, então a equipe programa 180 × 0,8 = 144 HH. Programar as 180 HH é garantir que a semana vai estourar, e a primeira coisa a ser cortada costuma ser a preventiva.

O que entra primeiro na programação

  1. Preventivas e inspeções com vencimento na semana.
  2. Corretivas programáveis de equipamentos críticos.
  3. Serviços que dependem de parada já combinada com a produção.
  4. Melhorias e serviços de menor prioridade, para completar a carga.

O erro mais comum

Programar OS que não estão prontas. O técnico chega ao equipamento, descobre que o rolamento não chegou ou que a linha não foi liberada, e volta para a oficina. O estrago aparece em dois indicadores: a aderência à programação cai, e o tempo efetivo de ferramenta na mão também. Se a semana falha sempre pelos mesmos motivos (falta de peça, falta de liberação), o problema está no planejamento, não na equipe que executa. Uma boa prática é revisar, na sexta-feira, cada OS que não foi cumprida e anotar o motivo; em poucas semanas o padrão aparece.

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