Cronograma de manutenção

Cronograma de manutenção é a distribuição das atividades planejadas no calendário. Veja como montar, um exemplo em laticínio e o erro mais comum.

O cronograma de manutenção é a distribuição, no calendário, das atividades planejadas para os ativos: preventivas, inspeções, lubrificações, calibrações e paradas programadas. Ele responde a duas perguntas que o plano sozinho não responde: em que semana cada tarefa vai acontecer e quantas horas de equipe isso vai consumir.

Três documentos costumam ser chamados pelo mesmo nome, e vale separá-los:

Documento O que responde Horizonte
Plano de manutenção O que fazer em cada ativo, como e com que frequência Vale enquanto o ativo existir; revisado com o histórico
Cronograma Em que semana cada tarefa cai e qual a carga de horas por especialidade Anual ou semestral, normalmente em 52 semanas
Programação Quem executa, em qual horário e em qual janela da produção Semana seguinte

Como montar um cronograma de manutenção

  1. Parta do plano: liste as tarefas por ativo com frequência, duração estimada e especialidade (mecânica, elétrica, lubrificação).
  2. Distribua as tarefas nas semanas do ano, respeitando as paradas já conhecidas: entressafra, férias coletivas, parada geral.
  3. Some as horas por especialidade em cada semana e compare com a capacidade da equipe, reservando uma parte para corretivas.
  4. Nivele os picos, deslocando tarefas de menor criticidade para semanas mais leves dentro da tolerância de cada frequência.
  5. Revise todo mês com o que foi de fato executado.

Um exemplo de laticínio, com números ilustrativos: a equipe tem quatro mecânicos e dois eletricistas. Ao lançar o plano no calendário, o PCM percebe que as preventivas semestrais das envasadoras, dos homogeneizadores e das bombas do CIP caem todas na mesma semana de março, somando mais horas do que a equipe tem. Sem cronograma, isso só apareceria em março, com metade das OS atrasadas. Com ele, dá para antecipar parte das bombas para fevereiro e casar as envasadoras com a parada de limpeza mais longa do mês.

O erro mais comum

Montar o cronograma em janeiro, imprimir, pendurar na sala do PCM e não mexer mais. Em poucas semanas a realidade descola do papel: uma parada é antecipada, um equipamento sai de linha, uma preventiva atrasa e empurra as seguintes. O cronograma útil é vivo, gerado a partir do plano e recalculado quando algo muda, e por isso costuma sair da planilha para um sistema que gera as OS na data certa.

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