Classificação ABC de estoque é o método que divide os itens em três classes conforme a participação de cada um no valor de consumo anual. A classe A reúne poucos itens que concentram a maior parte do dinheiro; a C, muitos itens de pouco valor; a B fica no meio. A ideia vem do princípio de Pareto: controlar com rigor o que pesa, e simplificar o resto.
Como fazer a classificação ABC
- Para cada item, multiplique o consumo anual (quantidade) pelo custo unitário.
- Ordene do maior para o menor valor.
- Calcule o percentual acumulado do valor total.
- Defina os cortes. Uma referência comum é A até cerca de 80% do valor acumulado, B até 95% e C o restante, mas cada empresa ajusta.
Exemplo num almoxarifado de frigorífico
Um recorte simplificado, com seis itens e consumo anual total de R$ 100 mil:
| Item | Consumo anual (R$) | % acumulado | Classe |
|---|---|---|---|
| Rolamento do compressor de amônia | 48.000 | 48% | A |
| Selo mecânico de bomba | 36.000 | 84% | A |
| Correia sincronizadora | 9.000 | 93% | B |
| Elemento filtrante de óleo | 4.500 | 97,5% | C |
| Lâmpada para área fria | 1.500 | 99% | C |
| Abraçadeira inox | 1.000 | 100% | C |
Num almoxarifado real, com milhares de itens, o padrão costuma ser parecido: uma fração pequena dos códigos responde pela maior parte do valor. É nos itens A que vale negociar preço, revisar mínimo e máximo com frequência e fazer inventário rotativo mais apertado.
O erro mais comum na manutenção
Tratar classe C como item sem importância. A ABC olha dinheiro, não consequência. O elemento filtrante acima é C, mas se faltar no dia da troca do óleo do compressor, a preventiva atrasa ou a máquina roda fora do padrão. Por isso, no estoque de manutenção, a ABC funciona melhor cruzada com a criticidade do ativo e com o prazo de entrega do fornecedor. Item C de equipamento crítico e com reposição lenta continua no estoque.
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