A ficha de manutenção de equipamentos é o documento que reúne, para um equipamento, os dados de identificação (TAG, fabricante, modelo, número de série, localização, criticidade) e o registro cronológico das manutenções feitas nele: data, tipo de serviço, o que foi feito, peças trocadas, horas e responsável. Também é chamada de ficha técnica de manutenção ou ficha do equipamento.
Ela nasceu no papel, muitas vezes numa pasta por equipamento ou pendurada perto da máquina. Num sistema, a ficha deixa de ser preenchida à mão e passa a ser a visão consolidada do ativo, montada a partir das ordens de serviço encerradas.
O que uma ficha de manutenção deve ter?
| Bloco | Campos típicos |
|---|---|
| Identificação | TAG, descrição, fabricante, modelo, série, ano, localização, centro de custo |
| Dados técnicos | Potência, rotação, pressão, capacidade, lubrificante, peças críticas e seus códigos |
| Plano | Tarefas preventivas e frequências que se aplicam ao equipamento |
| Histórico de intervenções | Data, número da OS, tipo (corretiva, preventiva, inspeção), descrição, causa, peças, horas, executante |
| Observações | Condição encontrada, recomendações, pendências |
Um exemplo de frigorífico: a ficha de um compressor de amônia mostra a troca do filtro de óleo na última preventiva, duas paradas por alta temperatura de descarga nos últimos seis meses e a limpeza do resfriador de óleo feita na segunda delas. O técnico que abre a ficha antes de atender um novo chamado já sabe por onde começar a investigar, em vez de partir do zero.
O erro mais comum
Manter a ficha separada da OS. Quando o técnico preenche a OS e depois alguém precisa copiar o resumo para a ficha, a cópia atrasa, fica incompleta ou simplesmente não acontece. Em poucos meses a ficha mostra como última intervenção algo de um ano atrás. O caminho mais seguro é a ficha ser gerada a partir das OS, com o registro feito uma vez só, no momento do serviço.
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