Árvore de ativos é a estrutura hierárquica que organiza os equipamentos de uma empresa em níveis, da unidade fabril até o componente, de forma que cada ordem de serviço, custo e falha fique registrado no ponto certo. Também aparece como hierarquia de equipamentos ou estrutura de ativos.
A referência mais usada para montar essa hierarquia é a ISO 14224, que propõe uma taxonomia em nove níveis. Os cinco primeiros descrevem uso e localização (indústria, categoria de negócio, instalação, planta ou unidade, seção ou sistema). Os quatro últimos descrevem a subdivisão do equipamento (unidade de equipamento, subunidade, componente ou item manutenível, e peça). A norma nasceu no setor de petróleo e gás, mas a lógica serve para qualquer indústria. Na prática, a maioria das plantas trabalha com cinco ou seis níveis.
Exemplo num frigorífico
- Unidade: filial de abate de suínos
- Área: câmaras frias e túneis de congelamento
- Sistema: refrigeração por amônia
- Equipamento: compressor parafuso 02
- Subconjunto: motor elétrico, unidade compressora, separador de óleo
- Item manutenível: rolamentos, selo mecânico, filtros de óleo
Com essa estrutura, a falha do selo mecânico fica registrada no compressor 02, que soma no sistema de refrigeração, que soma na filial. Dá para comparar o MTBF dos compressores do mesmo modelo entre duas plantas, ou descobrir que 40% do custo da refrigeração está concentrado em um único equipamento. Com uma etiqueta de QR Code em cada equipamento, como no Sismetro, o técnico abre a OS direto no nó certo da árvore, sem procurar o tag numa lista.
Um detalhe que muita gente ignora é separar posição de equipamento. A posição é o lugar na planta (“motor da bomba de alimentação da caldeira”). O equipamento é o motor com número de série, que pode ir para rebobinamento e voltar em outra posição. Se o cadastro mistura os dois, o histórico do motor se perde quando ele muda de lugar.
O erro mais comum
Errar na profundidade. Árvore rasa demais (a “Linha 3” inteira cadastrada como um ativo só) torna inúteis os indicadores, porque o MTBF da linha não diz qual máquina está falhando. Árvore funda demais (cadastrar parafuso, arruela, cada metro de esteira) cria milhares de itens que ninguém mantém atualizados. A regra que funciona: desça até o nível em que você planeja manutenção e registra falha, e pare aí.
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