Registro de manutenção é a anotação de cada intervenção feita em um ativo: qual equipamento, quando, o que foi feito, qual a condição encontrada, quais peças foram usadas, quanto tempo levou e quem executou. Normalmente o registro fica na própria ordem de serviço, no encerramento, e alimenta o histórico do equipamento e os indicadores.
Além de servir à gestão, o registro é a prova de que a manutenção aconteceu. Auditorias de BPF na indústria de alimentos, o PMOC dos sistemas de climatização e o Registro de Segurança exigido pela NR-13 para caldeiras e vasos de pressão dependem de registros de execução datados e identificados.
O que diferencia um bom registro?
| Campo | Registro fraco | Registro útil |
|---|---|---|
| Serviço | Feito manutenção | Trocado rolamento 6310 do lado acoplado do motor |
| Condição encontrada | (vazio) | Pista externa com marcas de fadiga, graxa escurecida |
| Causa | Desgaste | Relubrificação fora do intervalo, rota atrasada havia dois meses |
| Horas | 8 h (o turno inteiro) | Início 9h40, fim 12h10, mais 1 h de espera pela peça |
| Evidência | Nenhuma | Foto do rolamento retirado e identificação do executante |
A diferença aparece meses depois. Com o registro fraco, o motor volta a falhar e ninguém sabe se é o mesmo problema. Com o registro útil, o PCM percebe que a causa está na rota de lubrificação, e a ação vai para o lugar certo.
O erro mais comum
Registrar no fim do turno, de memória. O técnico atende quatro chamados, volta para a oficina e preenche tudo de uma vez: os horários viram estimativa, a causa vira “desgaste” e a peça usada às vezes nem entra. Registrar no local e no momento do serviço, pelo celular, mesmo sem sinal e com sincronização depois, é o que muda a qualidade do dado.
Termos relacionados