Aderência à programação é o percentual do trabalho programado para um período, normalmente a semana, que foi executado conforme o programa. Ela mede a disciplina da manutenção: o PCM monta a programação, a equipe cumpre, ou a semana vira uma sequência de incêndios e o programa fica no papel.
Como calcular a aderência à programação
A forma mais justa usa horas-homem, porque uma OS de 30 minutos não pesa o mesmo que uma de 16 horas:
Aderência (%) = HH programadas e executadas na semana ÷ HH programadas na semana × 100
Também dá para calcular por quantidade de OS, que é mais simples e serve enquanto as estimativas de horas ainda são fracas.
Um exemplo numa fábrica de implementos agrícolas. Na sexta, o PCM fecha a programação da semana seguinte com 46 OS, somando 380 HH. Na outra sexta, 33 dessas OS foram concluídas, totalizando 290 HH. No meio da semana entraram 11 corretivas emergenciais, que consumiram 70 HH.
- Aderência por HH: 290 ÷ 380 × 100 = 76,3%
- Aderência por OS: 33 ÷ 46 × 100 = 71,7%
As 70 HH de emergência não entram na conta. Elas não são “trabalho a mais” que melhora o indicador; são justamente a explicação de parte da queda.
O erro mais comum
Reprogramar no meio da semana e medir contra o programa novo. Com isso, a aderência sai sempre perto de 100% e não mostra nada. O programa usado no cálculo é o que foi congelado antes da semana começar. Outro tropeço é contar OS feitas na semana que não estavam no programa, como uma preventiva adiantada. Ela foi útil, mas não é aderência.
O valor do indicador está no motivo de cada OS não executada: faltou peça, a produção não liberou a máquina, o técnico foi deslocado para emergência, a estimativa estava errada. Anote o motivo na própria OS e leve a lista para a reunião de programação. Em poucas semanas aparece o padrão que precisa ser atacado.
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