Verificação intermediária

Verificação intermediária é a checagem feita entre calibrações para confirmar que o instrumento continua confiável. Veja como fazer com exemplo.

Verificação intermediária é uma checagem feita entre duas calibrações para confirmar que um instrumento de medição ou um padrão continua dentro do critério de aceitação. Ela não substitui a calibração: é mais simples, mais frequente e usa uma referência conhecida (um peso padrão, uma solução tampão, um bloco-padrão) para detectar desvio antes do próximo certificado.

A ABNT NBR ISO/IEC 17025 trata das verificações intermediárias como meio de manter a confiança na situação de calibração dos equipamentos, e muitas indústrias adotam a mesma lógica nos instrumentos de processo, principalmente os ligados à qualidade e à segurança do produto.

Como fazer a verificação intermediária

  1. Escolha os instrumentos que justificam a verificação: críticos para o produto, muito usados, sujeitos a choque ou com histórico de desvio.
  2. Defina a referência, o ponto (ou pontos) de verificação e a tolerância aceitável.
  3. Defina a frequência (diária, semanal, a cada lote) e quem executa.
  4. Registre o resultado com data, valor lido e responsável.
  5. Escreva o que fazer quando reprovar: retirar de uso, avaliar o que foi medido desde a última verificação aprovada e mandar calibrar.

Exemplo numa fábrica de ração

A balança de dosagem de microingredientes de uma fábrica de ração é calibrada uma vez por ano. Toda segunda-feira, o operador coloca um peso padrão de 10 kg, com certificado próprio, e registra a leitura. O critério combinado é ±10 g. Durante meses, a balança marcou entre 9,996 kg e 10,004 kg. Numa segunda, marca 10,018 kg: 18 g acima, fora do critério. A balança sai de uso, a manutenção encontra resíduo acumulado sob a plataforma, limpa, a balança é verificada de novo e a qualidade avalia as dosagens feitas desde a última verificação aprovada. Sem a checagem semanal, esse desvio seguiria até a calibração anual.

O erro mais comum

Verificar sem critério escrito. O operador põe o peso, vê um número “perto” e anota. Sem tolerância definida antes, ninguém reprova nada, e a planilha cheia de registros não protege o processo. O segundo erro é usar como referência um peso ou padrão que nunca foi calibrado: a verificação perde a rastreabilidade e vira opinião.

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