Ação corretiva e preventiva (CAPA), do inglês Corrective and Preventive Action, é o processo estruturado para eliminar a causa de um problema que já aconteceu (ação corretiva) e para evitar que um problema identificado como possível chegue a acontecer (ação preventiva). O termo nasceu nos sistemas de qualidade das indústrias farmacêutica e de dispositivos médicos e hoje aparece em qualquer operação que precise mostrar, numa auditoria, que aprendeu com os próprios erros.
Na manutenção, CAPA é a ponte entre a análise de falha e a mudança real na rotina. Sem ela, a análise de causa raiz vira um relatório arquivado.
Como funciona um ciclo de CAPA
- Registro: a não conformidade, a falha ou o desvio é descrito com data, local, ativo e evidência.
- Contenção: o que foi feito na hora para limitar o estrago (segregar produto, parar a linha, trocar a peça).
- Investigação da causa: com cinco porquês, Ishikawa ou outra ferramenta, até chegar a algo sobre o qual dá para agir.
- Plano de ação: o que muda, quem faz e até quando.
- Execução e registro.
- Verificação de eficácia: depois de um prazo combinado, checar se o problema voltou.
Exemplo numa indústria de alimentos
Uma linha de biscoitos começa a ter embalagens com selagem aberta. Em uma semana, a qualidade retém 4 lotes. A correção é óbvia: reembalar e ajustar a temperatura da seladora. A investigação, porém, mostra que a resistência da mandíbula estava com o termopar solto, e que a preventiva da seladora não tinha nenhum item de verificação do sensor. A ação corretiva foi incluir esse item no plano e treinar os mecânicos do turno. A verificação de eficácia ficou marcada para 60 dias: zero lote retido por selagem nesse período fecha a CAPA.
O erro mais comum
Chamar correção de ação corretiva. Trocar a peça quebrada resolve o dia, não a causa. O segundo erro é encerrar a CAPA quando a ação é executada, sem esperar para ver se funcionou. Auditor experiente pede justamente a evidência de eficácia, e é aí que muita empresa trava.
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