Manutenção preditiva

Manutenção preditiva acompanha a condição do equipamento e só intervém quando há sinal de degradação. Veja as técnicas e um exemplo em usina.

Manutenção preditiva é a estratégia que acompanha a condição real do equipamento por meio de medições, periódicas ou contínuas, e só programa a intervenção quando os dados mostram que uma falha está se desenvolvendo. Também é chamada de manutenção baseada em condição.

A diferença para a preventiva é o gatilho. Na preventiva, troca-se o rolamento porque chegou a data. Na preditiva, troca-se porque a análise de vibração mostrou o defeito começando.

Principais técnicas

Técnica O que detecta Onde costuma ser usada
Análise de vibração Desbalanceamento, desalinhamento, folgas, defeito de rolamento e engrenagem Motores, bombas, ventiladores, redutores
Termografia Pontos quentes por mau contato, sobrecarga, atrito Painéis elétricos, conexões, mancais
Análise de óleo Desgaste interno, contaminação, degradação do lubrificante Redutores, sistemas hidráulicos, motores diesel
Ultrassom Vazamentos de ar e vapor, lubrificação deficiente, descargas elétricas Redes de ar comprimido, purgadores, rolamentos de baixa rotação

O conceito que sustenta tudo isso é a curva P-F: o intervalo entre o momento em que a falha se torna detectável (P) e o momento em que o equipamento deixa de cumprir a função (F). O tempo entre duas inspeções precisa ser bem menor que esse intervalo P-F, senão a falha nasce e se completa entre uma coleta e outra.

Na usina

Um exemplo comum: rota mensal de vibração nos mancais dos redutores da moenda durante a safra. Numa coleta, o analista vê subir a frequência característica de defeito na pista externa de um rolamento. Ainda não há ruído nem aquecimento. A equipe programa a troca para a próxima parada semanal, separa a peça e evita uma quebra no meio da moagem, que costuma custar muito mais em cana parada no pátio.

O tropeço mais caro é comprar o equipamento de medição e não montar o processo em volta dele. Coleta sem análise, análise sem laudo, laudo sem OS aberta. Os dados se acumulam numa pasta e a máquina quebra do mesmo jeito. Antes de investir em instrumento, defina quem coleta, quem analisa, em quanto tempo o alerta vira OS e quem acompanha se a OS foi executada.

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