SMED (troca rápida de ferramentas)

SMED é o método para reduzir o tempo de setup separando atividades internas e externas. Veja as etapas, um exemplo e o papel da manutenção.

SMED (Single Minute Exchange of Die, ou troca de ferramenta em um dígito de minutos) é um método para reduzir o tempo de setup, ou seja, o tempo entre a última peça boa de um produto e a primeira peça boa do produto seguinte. Foi desenvolvido por Shigeo Shingo no contexto do Sistema Toyota de Produção. A meta original é ficar abaixo de dez minutos, embora em muitas linhas qualquer redução grande já pague o esforço.

Como funciona o SMED

A ideia central é separar dois tipos de atividade:

  • Setup interno: só pode ser feito com a máquina parada, como trocar o molde ou ajustar a guia.
  • Setup externo: pode ser feito com a máquina rodando, como buscar ferramentas, pré-aquecer o molde ou separar as peças de formato.
  1. Filmar e cronometrar um setup real, do jeito que é feito hoje.
  2. Classificar cada atividade como interna ou externa.
  3. Tirar da parada tudo o que já pode ser externo.
  4. Converter atividades internas em externas com pré-montagem e pré-ajuste.
  5. Simplificar o que sobrou: fixação rápida, batentes, fim dos ajustes por tentativa.
  6. Padronizar o novo método e treinar todos os turnos.

Exemplo num laticínio

Uma envasadora de iogurte troca de formato de copo três vezes por dia, com setup de 70 minutos. A filmagem mostra 25 minutos procurando peças de formato e ferramentas e 15 minutos de ajustes por tentativa e erro até o peso de envase estabilizar. Com um carrinho de formato montado antes da parada, guias com batente fixo e regulagens marcadas, o setup cai para 28 minutos. São 42 minutos ganhos por troca, 126 minutos de linha disponível por dia. Os números são de exemplo.

Onde entra a manutenção

Boa parte das melhorias de SMED é trabalho de manutenção: instalar fixações rápidas, fazer batentes, padronizar alturas e roscas, recuperar peças de formato empenadas. Há também o outro lado: setup que depende de ajuste por tentativa muitas vezes esconde desgaste, folga em guias ou peças fora de medida.

O erro mais comum

Fazer o evento de SMED, comemorar o tempo novo e não padronizar. Três meses depois, cada turno voltou ao seu jeito. Sem procedimento escrito, carrinho de formato conferido e tempo de setup acompanhado como indicador, o ganho se perde.

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