Inventário de ativos

Inventário de ativos é o levantamento de todos os equipamentos que a manutenção gerencia, com TAG, localização e dados técnicos. Veja como fazer.

Inventário de ativos é o levantamento organizado de todos os equipamentos que a manutenção precisa gerir, cada um com identificação única (TAG), localização, dados técnicos e posição na hierarquia da planta. É a base de qualquer plano: não dá para programar preventiva, calcular MTBF ou controlar custo de um equipamento que não está cadastrado.

Como fazer um inventário de ativos

  1. Defina o escopo e o padrão de TAG antes de ir a campo. Quais tipos de ativo entram (motores acima de certa potência? instrumentos? utilidades?) e como o código será montado. A ISO 14224 ajuda a padronizar classes de equipamento e a taxonomia.
  2. Levante em campo, área por área. Dados de placa, fabricante, modelo, potência, número de série e uma foto do equipamento instalado.
  3. Monte a hierarquia: planta, área, sistema, equipamento, componente. É ela que permite saber se a falha foi no motor ou na bomba.
  4. Classifique a criticidade de cada ativo, para saber onde concentrar o plano.
  5. Identifique fisicamente, com plaqueta ou etiqueta com QR Code, para que o técnico abra a OS no ativo certo.

Exemplo num frigorífico de aves

Um frigorífico de aves tinha 640 equipamentos na planilha da manutenção. No levantamento de campo, a equipe encontrou 815 (números de exemplo). A diferença estava quase toda em motorredutores de nórias e esteiras, bombas de água gelada e ventiladores de evaporadores, itens que foram trocados ou acrescentados ao longo dos anos sem ninguém atualizar o cadastro. Também apareceram 40 TAGs de equipamentos que já tinham sido desmontados. Só depois dessa limpeza o plano preventivo passou a refletir a planta real, e as OS de corretiva pararam de ser abertas num genérico “linha de evisceração”.

O erro mais comum

Tratar o inventário como projeto com data para acabar. Ele é feito uma vez com esforço grande e depois precisa de regra de manutenção: todo equipamento novo, transferido ou baixado gera atualização no cadastro, de preferência como etapa obrigatória da OS de instalação ou de retirada. Sem isso, em dois anos o cadastro volta a divergir da planta. Outro tropeço é copiar o inventário patrimonial da contabilidade. Ele lista bens com número de patrimônio, não funções na planta; um motor reserva no almoxarifado e um motor instalado na posição da bomba 3 são coisas diferentes para a manutenção.

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