Gestão de manutenção é o conjunto de decisões e rotinas que define como a manutenção de uma empresa é organizada, executada e medida: que estratégia vale para cada ativo, como o trabalho é planejado e programado, quem executa, com quais peças, quanto custa e que resultado entrega em disponibilidade e confiabilidade.
É um termo mais amplo que PCM. O PCM é o motor do dia a dia (planejar, programar, controlar). A gestão inclui também a estrutura da equipe, o orçamento, os contratos de terceiros, a política de sobressalentes e a negociação com a produção sobre janelas de parada.
Quais são os pilares da gestão de manutenção?
| Pilar | Pergunta que responde |
|---|---|
| Ativos e criticidade | O que temos, onde está e o que mais dói quando para? |
| Estratégia | Para cada ativo: preventiva, inspeção por condição, corretiva planejada ou operar até falhar? |
| Planejamento e programação | O que será feito nesta semana, por quem e com quais recursos? |
| Execução e registro | O que foi feito de fato, em quanto tempo e o que se encontrou? |
| Materiais | A peça certa estará no almoxarifado quando a OS chegar? |
| Indicadores e custos | Disponibilidade, MTBF, MTTR, backlog e custo estão melhorando? |
Um exemplo de usina de açúcar e etanol mostra por que os pilares andam juntos. A gerência decide reforçar a preventiva na moagem para a próxima safra. Se o almoxarifado não acompanhar com kits de peças, se o PCM não tiver janelas negociadas com a produção e se as OS não forem registradas com causa e horas, a decisão vira só mais OS atrasadas no backlog. No fim da safra, ninguém consegue dizer se funcionou.
O erro mais comum
Gerir só pelo custo. O orçamento é cortado, as preventivas são adiadas e, por alguns meses, o número melhora. Depois vêm as corretivas, as horas extras e as compras urgentes. Uma gestão equilibrada acompanha custo junto com disponibilidade e backlog, e só consegue fazer isso com dado confiável, o que normalmente exige tirar as OS do papel e levar para um software de manutenção.
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