Calibração RBC é a calibração feita por laboratório acreditado pela Cgcre/Inmetro segundo a ABNT NBR ISO/IEC 17025, dentro do escopo acreditado, com o símbolo da acreditação no certificado. Calibração rastreável é aquela cujo resultado está ligado aos padrões nacionais por uma cadeia documentada de calibrações, mas que pode ter sido feita por um laboratório sem acreditação. Toda calibração RBC é rastreável; nem toda calibração rastreável é RBC.
Os outros tipos de calibração, como interna, de fábrica e in loco, estão comparados no guia de calibração.
A diferença entre calibração RBC e rastreável não está na qualidade da bancada, necessariamente, e sim em quem garante a competência. No RBC, um organismo independente avaliou o laboratório, o método e a incerteza declarada. No rastreável não acreditado, quem garante é o próprio laboratório, e quem contrata assume o trabalho de conferir.
Resposta curta para quem precisa decidir hoje: exija RBC para os padrões da empresa, para instrumentos que liberam produto ou protegem pessoas e sempre que cliente, contrato ou norma pedirem. Para controle de processo, a calibração rastreável de um laboratório que você avaliou costuma bastar. Para instrumentos indicativos, uma verificação interna contra um padrão calibrado resolve. O resto deste guia mostra cada caso com tabela, exemplos e um checklist para ler o certificado.
Encontrou um termo técnico? O glossário de calibração de A a Z explica mais de 100 termos, de incerteza e RBC a TUR, EMA e regra de decisão.
O que é rastreabilidade metrológica
O VIM (JCGM 200:2012) define a rastreabilidade metrológica como a propriedade de um resultado de medição que pode ser relacionado a uma referência por uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações, cada uma contribuindo para a incerteza. Três palavras importam: ininterrupta, documentada e incerteza. Se falta o certificado de um elo, ou se a incerteza de algum elo não é conhecida, a cadeia está quebrada.
Na prática, a cadeia de um manômetro de processo pode ser assim: o manômetro é calibrado contra um manômetro digital padrão da empresa; esse padrão é calibrado num laboratório; os padrões do laboratório são calibrados no Inmetro ou em outro laboratório acreditado; e o Inmetro mantém os padrões nacionais ligados ao Sistema Internacional de Unidades. A política da ILAC sobre o tema, a ILAC P10:07/2020, é a referência usada pelos organismos de acreditação para dizer quais elos são aceitos.
Um teste rápido para a sua empresa: pegue o certificado de um instrumento qualquer e tente subir a cadeia. O certificado identifica o padrão usado? Esse padrão tinha certificado válido na data da calibração? Dá para saber quem calibrou o padrão? Se a resposta for não em qualquer degrau, o resultado pode até estar certo, mas você não consegue provar.
O que é a RBC
A Rede Brasileira de Calibração (RBC) é o conjunto de laboratórios de calibração acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (Cgcre) segundo a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017. Em 15 de outubro de 2026, a consulta pública de escopos da RBC no portal do Inmetro listava 560 laboratórios. A Cgcre é signatária dos acordos de reconhecimento mútuo da ILAC e da IAAC, o que facilita a aceitação de certificados brasileiros acreditados em outros países.
A acreditação não é um título geral. Ela vale para um escopo: grandezas, faixas, métodos e a menor incerteza que o laboratório demonstrou conseguir entregar, a chamada CMC (capacidade de medição e calibração). Um laboratório pode ser acreditado em pressão até 700 bar e não em temperatura. Um certificado de temperatura emitido por ele não é RBC, mesmo que o logotipo da empresa apareça ao lado de um selo em outro documento. Quem quer acreditar o próprio laboratório encontra as etapas em acreditação RBC de laboratório de calibração.
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Tabela comparativa: RBC × rastreável não acreditada
Lado a lado, as diferenças que pesam na compra e na auditoria:
| Critério | Calibração RBC (acreditada) | Calibração rastreável não acreditada |
|---|---|---|
| Competência do laboratório | Avaliada pela Cgcre, com reavaliações periódicas | Declarada pelo próprio laboratório |
| Método e cálculo de incerteza | Auditados dentro do escopo | Não auditados por terceiro |
| Menor incerteza possível | Limitada pela CMC publicada no escopo | Sem referência pública; pode estar subestimada |
| Rastreabilidade | Sim, verificada na avaliação | Sim, se os padrões têm certificados válidos |
| Identificação no certificado | Símbolo da acreditação com o número CAL do laboratório | Sem símbolo; costuma trazer frases como “rastreável à RBC” |
| Aceitação em auditoria de cliente | Direta, em geral | Pode exigir evidência adicional da competência |
| Aceitação internacional | Facilitada pelo acordo ILAC | Caso a caso |
| O que você precisa guardar | Certificado e consulta ao escopo vigente | Certificado, orçamento de incerteza e certificados dos padrões do laboratório |
| Custo e prazo | Costumam ser maiores | Costumam ser menores |
| Indicada para | Padrões, medições críticas, exigência de cliente ou norma | Controle de processo e instrumentos indicativos |
O que significa “rastreável à RBC” no certificado
Quase sempre significa que os padrões do laboratório foram calibrados em laboratórios da RBC, mas que o próprio laboratório não é acreditado para o serviço que você recebeu. A cadeia existe; o último elo, justamente o que mediu o seu instrumento, não foi avaliado pela Cgcre.
A mesma ideia aparece com outras palavras: “rastreável ao Inmetro”, “calibrado com padrões RBC”, “padrões com rastreabilidade à RBC”. Nenhuma delas indica trabalho ruim. O problema começa quando a frase é aceita no lugar da acreditação num instrumento em que o cliente ou a norma pedem RBC. O símbolo de acreditação só pode ser usado por laboratório acreditado e em serviços dentro do escopo; se o certificado não traz o símbolo, trate-o como rastreável não acreditado.
Se for usar um certificado assim, peça três coisas ao laboratório: os certificados dos padrões usados, válidos na data do serviço; o orçamento de incerteza do método; e a evidência de como ele controla a competência de quem executa. Guarde tudo junto do certificado do instrumento.
Quando a empresa precisa de calibração RBC
Nenhuma lei geral obriga toda indústria a calibrar tudo em laboratório acreditado. A ISO 9001:2015, no item 7.1.5.2, pede calibração ou verificação contra padrões rastreáveis a padrões nacionais ou internacionais quando a rastreabilidade é requisito, mas não exige acreditação. A exigência vem de outros lugares:
- Padrões da própria empresa. Se o seu laboratório interno calibra manômetros com um padrão de calibração, esse padrão é o primeiro elo da cadeia de todos os instrumentos. Calibrá-lo em laboratório acreditado é a forma mais simples de defender a rastreabilidade inteira.
- Exigência de cliente ou contrato. Muitos clientes, sobretudo em cadeias exportadoras, pedem acreditação para instrumentos que liberam produto.
- Normas setoriais. A IATF 16949:2016, do setor automotivo, pede no item 7.1.5.3.2 que laboratórios externos sejam acreditados segundo a ISO/IEC 17025 (ou equivalente nacional) para o serviço contratado, com exceções previstas na própria norma. Outras normas e regulamentos setoriais têm exigências próprias; confira as que se aplicam a você.
- Se o seu laboratório é acreditado. A política da Cgcre, alinhada à ILAC P10, restringe as fontes de rastreabilidade aceitas para os padrões do laboratório acreditado.
- Medições críticas. Segurança, liberação de produto, faturamento. Quanto maior o custo de um erro, mais faz sentido pagar pela competência avaliada.
Para instrumentos indicativos, que não sustentam decisão de produto ou processo, a calibração rastreável não acreditada (ou até uma verificação interna) costuma bastar. A classificação de uso de cada instrumento, descrita em gestão de calibração, é o que permite separar um caso do outro sem gastar demais.
Qual escolher para cada instrumento
Classifique pelo uso, não pelo tipo. O mesmo modelo de manômetro pode ser padrão numa bancada e indicativo numa linha de ar comprimido. Os exemplos abaixo são referência; ajuste à sua operação e ao que o seu cliente exige.
| Uso do instrumento | Exemplos | O que costuma bastar |
|---|---|---|
| Padrão da empresa (calibra ou verifica outros instrumentos) | Manômetro digital padrão, jogo de massas, termômetro de referência | Calibração RBC, dentro do escopo |
| Libera produto ou protege pessoas | Termômetro de um ponto crítico de controle (APPCC), balança de envase, torquímetro de aperto de segurança | RBC, ou rastreável com evidência de competência quando cliente e norma aceitam |
| Controle de processo | Transmissor de temperatura de forno, manômetro que orienta o operador | Rastreável, de laboratório que a empresa avaliou |
| Indicativo | Manômetro de ar comprimido da oficina, termômetro de painel sem decisão associada | Verificação interna contra um padrão calibrado, ou rastreável |
A mesma classificação orienta a periodicidade de calibração: quem libera produto costuma ter intervalo mais curto do que quem só indica. E uma balança usada em transação comercial tem, além da calibração, a verificação da metrologia legal (Inmetro e órgãos delegados). Uma não substitui a outra: a verificação legal confirma que a balança atende ao regulamento; a calibração dá o erro e a incerteza que você usa nas suas decisões.
Como verificar a acreditação na consulta do Inmetro
Ver o selo no certificado não basta. O roteiro de conferência leva cinco minutos:
- Ache o número da acreditação no certificado. Laboratórios de calibração da RBC usam a identificação “CAL” seguida de um número, junto do símbolo da acreditação.
- Abra a consulta oficial. O Inmetro mantém o sistema de consulta aos escopos da RBC em inmetro.gov.br/laboratorios/rbc. Busque pelo nome ou pelo número.
- Confira a situação. Acreditação ativa na data da calibração, e não só hoje. Suspensões acontecem.
- Leia o escopo. A grandeza e o tipo de instrumento estão listados? A faixa cobre os pontos do seu certificado? A calibração foi feita no laboratório ou nas instalações do cliente, e essa modalidade está acreditada?
- Compare a incerteza com a CMC. A U do seu certificado deve ser igual ou maior que a CMC do escopo naquela faixa, porque inclui as contribuições do seu instrumento. U menor que a CMC é sinal de erro.
Se alguns pontos do certificado estão fora do escopo acreditado, eles precisam estar claramente identificados. Na dúvida, pergunte ao laboratório por escrito antes de aceitar o documento.
Exemplo: duas propostas para o mesmo transmissor
Situação de exemplo. Uma usina precisa calibrar transmissores de pressão de 0 a 25 bar com tolerância de ±0,05 bar. Duas propostas:
- Laboratório A, acreditado em pressão de 0 a 70 bar, com CMC de 0,005 bar. Preço maior, prazo de 10 dias.
- Laboratório B, sem acreditação, certificado “rastreável à RBC”, promete U = 0,002 bar. Preço menor, prazo de 3 dias.
A proposta B promete uma incerteza menor do que a melhor capacidade do laboratório acreditado. Pode até ser verdade, se o padrão dele for muito melhor, mas ninguém avaliou isso. O pedido razoável ao laboratório B é o orçamento de incerteza e os certificados dos padrões. Se ele não tiver, a escolha está feita. Se tiver e o orçamento fizer sentido, o B pode atender os transmissores indicativos, e o A fica com os que liberam vapor para a turbina.
Repare na conta do A: mesmo que a incerteza real no seu transmissor fique em 0,01 bar, o dobro da CMC, sobra uma relação de 5 para 1 entre a tolerância e a incerteza, folgada para aprovar ou reprovar com segurança. Como essa relação entra na decisão está em critério de aceitação na calibração. A decisão final não foi “RBC para tudo” nem “o mais barato para tudo”: foi separar os transmissores pelo uso e pagar pela competência avaliada onde o erro custa caro.
O que pedir ao fornecedor de calibração
- Número da acreditação e cópia do escopo vigente, quando RBC.
- Pontos de calibração dentro da faixa de uso do instrumento.
- Resultados antes e depois de ajuste, quando houver ajuste.
- Incerteza com k e probabilidade de abrangência declarados.
- Identificação dos padrões usados, com número e validade do certificado de cada um.
- Para não acreditados: orçamento de incerteza e certificados dos padrões.
Com isso em mãos, a análise do documento fica muito mais rápida.
Como ler o certificado RBC antes de aprovar
Receber o PDF não encerra a calibração. Alguém precisa ler, comparar com a tolerância do seu processo e aprovar ou reprovar, e é essa leitura que o auditor quer ver registrada. A ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 lista no item 7.8.4.1 o que o certificado de calibração deve trazer, além da identificação geral: a incerteza de medição, as condições ambientais que influenciam o resultado, a declaração de como a medição é rastreável e os resultados antes e depois de ajuste ou reparo, quando houver.
Um detalhe que confunde muita gente: pelo item 7.8.4.3, o certificado não deve recomendar intervalo de calibração, a não ser que isso tenha sido combinado com o cliente. A data da próxima calibração é decisão sua, não do laboratório. Use o checklist abaixo em cada certificado RBC que chegar; o passo a passo com um certificado de exemplo está em como ler um certificado de calibração.
Riscos na auditoria quando a escolha está errada
Equipamento de medição é um dos pontos em que a auditoria mais encontra problema. Numa análise da DNV com mais de 100 mil constatações de auditorias ISO 9001 feitas em 2021, o requisito 7.1.5 (recursos de monitoramento e medição) foi a 2ª não conformidade mais frequente (DNV, publicado na revista QZ, v. 67, n. 9, 2022). As situações abaixo são as que transformam a escolha entre RBC e rastreável em constatação:
- Padrão interno com certificado vencido ou fora do escopo. O problema não fica no padrão: todos os instrumentos calibrados com ele desde o último certificado válido passam a estar sob suspeita.
- “Rastreável à RBC” onde o cliente pediu acreditação. Vira descumprimento de requisito do cliente, e a correção costuma ser recalibrar às pressas, pagando urgência.
- Certificado arquivado sem avaliação. A ISO 9001 pede que a organização determine se a validade de resultados anteriores foi afetada quando um equipamento se mostra inadequado (7.1.5.2). Sem registro de quem leu o certificado e comparou com a tolerância, não há como mostrar que isso foi feito.
- Instrumento vencido em uso. Uma etiqueta vencida na linha durante a auditoria vira constatação na hora. O que fazer nesse caso está em certificado de calibração vencido.
- Cadeia sem documento. O certificado do instrumento cita um padrão cujo certificado ninguém encontra. Pela definição do VIM, a rastreabilidade quebrou.
O auditor raramente pergunta se o laboratório é RBC. Ele escolhe um instrumento na linha e pede o certificado, a avaliação contra a tolerância, a validade e o certificado do padrão usado pelo laboratório. Se essas quatro coisas aparecem em minutos, a conversa acaba ali.
Erros comuns
- Conferir que o laboratório “é RBC” e não olhar o escopo da grandeza contratada.
- Aceitar “rastreável à RBC” como se fosse acreditado.
- Exigir RBC para todos os instrumentos, inclusive os indicativos, e estourar o orçamento de calibração.
- Não exigir RBC para o padrão interno, que sustenta todos os outros instrumentos.
- Não guardar o certificado do padrão junto do certificado do instrumento, o que quebra a cadeia documentada no dia da auditoria.
- Aprovar o certificado só porque o laboratório escreveu “aprovado”, sem comparar o erro e a incerteza com a tolerância do seu processo.
Planilha ou software para controlar os certificados
Com 40 instrumentos (exemplo), uma planilha bem cuidada dá conta. Com 300, divididos entre padrões, instrumentos que liberam produto e indicativos, cada um com laboratório, escopo e validade diferentes, ela vira o lugar onde a data de vencimento está errada e ninguém sabe quem alterou. Auditorias de planilhas reais encontraram erros em pelo menos 86% delas (Panko, EuSpRIG, 2000), e a planilha de calibração não tem motivo para ser exceção.
No Sismetro, cada certificado recebido de laboratório externo fica no cadastro do instrumento com fornecedor, número, datas, resultados ponto a ponto e o PDF original, e passa por aprovação com login e senha. Os padrões da empresa têm canais próprios e validade do último certificado, e a incerteza deles entra como incerteza herdada nos certificados emitidos internamente. Para laboratórios acreditados, o modelo de certificado tem campo para a acreditação RBC/Inmetro e o selo. A comparação completa está em software de calibração ou planilha.
Próximo passo
Liste os padrões que a sua empresa usa para calibrar ou verificar outros instrumentos (massas, termômetros de referência, manômetros digitais). Para cada um, confira na consulta do Inmetro se o último certificado veio de laboratório acreditado, dentro do escopo: é o elo que derruba a cadeia inteira quando falha. Depois, classifique os demais instrumentos pelos quatro usos da tabela acima e marque quais precisam de RBC. A base conceitual está em metrologia industrial.
O que é a rede, como ler a CMC e quando exigir acreditação estão no guia da RBC.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre calibração RBC e rastreável?
Calibração RBC é feita por laboratório acreditado pela Cgcre/Inmetro segundo a ABNT NBR ISO/IEC 17025, dentro do escopo acreditado, e o certificado traz o símbolo da acreditação. Calibração rastreável é aquela cujo resultado se liga aos padrões nacionais por uma cadeia documentada de calibrações, mas pode ser feita por laboratório sem acreditação, cuja competência não foi avaliada por terceiro.
Calibração rastreável vale como RBC?
Não. A rastreabilidade é uma propriedade do resultado; a acreditação é o reconhecimento formal da competência do laboratório para aquele escopo. Um certificado rastreável não acreditado pode ser tecnicamente bom, mas a empresa precisa demonstrar por conta própria que o laboratório é competente, o que a acreditação já resolve.
A ISO 9001 exige calibração RBC?
Não. A ISO 9001:2015, no item 7.1.5.2, pede que os recursos de medição sejam calibrados ou verificados contra padrões rastreáveis a padrões internacionais ou nacionais, quando a rastreabilidade é requisito. A exigência de laboratório acreditado costuma vir de cliente, contrato, norma setorial ou da política interna da empresa.
Como saber se um laboratório é acreditado pelo Inmetro?
Consulte o sistema de escopos da RBC no portal do Inmetro, pelo nome ou pelo número de acreditação (que aparece no certificado). Confira a situação da acreditação, a grandeza, a faixa, a menor incerteza (CMC) e se a calibração em campo está coberta, quando for o caso.
O que significa “rastreável à RBC” no certificado?
Normalmente significa que os padrões usados pelo laboratório foram calibrados em laboratórios da RBC, mas que o próprio laboratório não é acreditado para aquela calibração. A cadeia de rastreabilidade existe; a competência de quem fez a última etapa não foi avaliada pela Cgcre.
Calibração RBC é sempre melhor que a rastreável?
Não necessariamente. A RBC garante que a competência do laboratório foi avaliada por terceiro para aquele escopo, mas um laboratório sem acreditação pode ter bom padrão e bom método. A diferença é que, sem acreditação, provar a competência fica por sua conta, e para instrumentos indicativos isso raramente justifica o custo maior da RBC.
Existe software de calibração gratuito?
Sim. O Sismetro tem plano gratuito de calibração para laboratório e para indústria, sem cartão de crédito e sem prazo para acabar. O laboratório emite até 10 certificados e recebe 10 de terceiros por ano, com cálculo de incerteza e QR code de validação; a indústria recebe até 10 certificados por ano; os dois têm até 50 SS por ano e aviso antes do vencimento. Acima do limite, o laboratório paga por certificado emitido ou mensalidade, e a indústria passa para uma mensalidade.