Gestão à vista é a prática de expor, no próprio local de trabalho, as informações que a equipe precisa para agir, de modo que qualquer pessoa entenda a situação num relance, sem abrir sistema ou perguntar ao supervisor. Vem do Sistema Toyota de Produção e é parte do lean e da TPM.
Como a gestão à vista aparece na manutenção
Ela funciona em dois níveis.
No equipamento:
- Faixas verde e vermelha em manômetros, termômetros e amperímetros, para que o operador veja na hora se está fora do normal.
- Marcação de nível mínimo e máximo nos visores de óleo.
- Seta de sentido de rotação e de fluxo.
- Marcas de alinhamento em porcas e parafusos, que mostram se algo afrouxou.
- Etiquetas de anomalia penduradas no ponto do problema até que ele seja resolvido.
Na área da manutenção: quadro da programação semanal, quadro kanban de serviços (a fazer, em execução, aguardando peça, concluído), painel com poucos indicadores e lista dos equipamentos parados.
Exemplo num laticínio
Um laticínio tinha queixas frequentes de que a temperatura de pasteurização “oscilava” sem que ninguém percebesse a tempo. Na revisão, a equipe marcou a faixa de operação em todos os indicadores locais da área de pasteurização e de CIP, identificou cada válvula com etiqueta de função e passou a usar etiquetas de anomalia vermelhas (manutenção) e azuis (operação). Na sala da manutenção, um quadro mostra as etiquetas abertas por área e há quantos dias estão lá. A reunião diária de 15 minutos começa por esse quadro. Em poucas semanas, as etiquetas com mais de 30 dias viraram assunto da coordenação.
O erro mais comum
Quadro desatualizado. Um quadro com a programação da semana passada ensina a equipe a não olhar para ele, e isso é pior do que não ter quadro. Gestão à vista só se sustenta quando atualizar a informação faz parte da rotina de alguém, com horário definido. O segundo erro é colocar uma TV com 20 gráficos no corredor: ninguém para para ler.
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