Custo do ciclo de vida (LCC, do inglês Life Cycle Cost) é a soma de todos os custos de um ativo ao longo da sua vida: compra, instalação, operação, manutenção, perdas por parada e descarte. Ele responde a uma pergunta que o preço de compra esconde: quanto esse equipamento vai custar de verdade até sair da planta?
Como calcular o custo do ciclo de vida
De forma simplificada:
LCC = aquisição + instalação e comissionamento + energia + manutenção + custo de indisponibilidade + descarte − valor residual
Para decisões de investimento, os custos que acontecem nos anos seguintes devem ser trazidos a valor presente, com a taxa que o financeiro da empresa usa. Em muitos equipamentos rotativos, a energia consumida ao longo dos anos supera de longe o preço de compra, e é aí que a análise costuma mudar a decisão.
Exemplo: dois compressores numa indústria de laticínios
Valores hipotéticos, horizonte de 10 anos, sem desconto financeiro para facilitar a leitura:
| Compressor A | Compressor B | |
|---|---|---|
| Aquisição e instalação | R$ 180 mil | R$ 140 mil |
| Energia por ano | R$ 95 mil | R$ 108 mil |
| Manutenção por ano | R$ 12 mil | R$ 15 mil |
| Total em 10 anos | R$ 1,25 milhão | R$ 1,37 milhão |
O compressor B é R$ 40 mil mais barato na compra e R$ 120 mil mais caro no ciclo de vida. Se ainda entrar o custo de parada da produção por falhas, a diferença pode crescer, e é por isso que o histórico de manutenção de equipamentos parecidos vale tanto nessa conta.
O erro mais comum
Decidir pelo menor preço de compra, porque é o único número que chega pronto na mesa de compras. Energia e manutenção ficam em outros centros de custo e ninguém soma. O segundo erro é fazer o LCC com estimativas do fabricante e nunca comparar com o real; os dados de custo por ativo, vindos das ordens de serviço, permitem corrigir a próxima análise. O conceito conversa diretamente com a gestão de ativos da ISO 55000, que olha o valor do ativo ao longo de toda a vida.
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