Peças sobressalentes são os componentes mantidos em estoque para substituir partes de equipamentos quando eles falham ou quando a preventiva pede a troca. O desafio é sempre o mesmo: ter a peça certa no momento da falha sem empatar capital em prateleira.
Vale separar dois grupos, porque eles se gerenciam de jeitos diferentes:
- Consumo regular: filtros, correias, rolamentos de medidas comuns, selos padronizados. Giram todo mês e o estoque se controla por mínimo e máximo.
- Sobressalentes críticos (também chamados de estratégicos ou de seguro): rotor de bomba especial, redutor da moenda, motor de média tensão. Quase nunca são usados, mas a falta deles para a planta por semanas.
Como calcular o ponto de pedido?
Para itens de consumo regular, a conta clássica é:
Ponto de pedido = consumo médio diário × prazo de entrega (dias) + estoque de segurança
Exemplo: um rolamento usado em várias bombas tem consumo médio de 6 unidades por mês (0,2 por dia), o fornecedor entrega em 30 dias e a empresa definiu 3 unidades de segurança. O ponto de pedido é 0,2 × 30 + 3 = 9. Quando o saldo chega a 9, o pedido sai.
Para sobressalentes críticos, essa fórmula não ajuda, porque o consumo é quase zero. A decisão é de risco: quanto custa a peça e quanto custa ficar sem ela durante o prazo de reposição. Exemplo numa usina: um redutor de R$ 180 mil com prazo de entrega de 4 meses. Se ele falha em plena safra e não há reserva, a parada de um terno de moenda por semanas custa muito mais do que a peça parada no almoxarifado. Já numa linha com redundância instalada, o mesmo raciocínio pode concluir que não vale estocar.
O erro mais caro
Estoque sem vínculo com o equipamento. O almoxarifado tem 300 itens “de manutenção” e ninguém sabe a que ativo cada um pertence. Resultado: peças de máquinas que já foram sucateadas ocupando espaço há anos, enquanto falta o selo do compressor que é classe A. Vincular cada sobressalente aos ativos que o usam, e cada retirada a uma OS, é o que permite enxergar consumo real e limpar o estoque morto. No Sismetro, o estoque trabalha com mínimo e máximo e o custo da peça vai direto para a OS em que ela foi usada.
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