A tabela de periodicidade de calibração por instrumento dá, para cada tipo de instrumento, um intervalo inicial sugerido, a verificação intermediária que sustenta esse intervalo e a fonte de onde o número saiu. Ela serve para quem ainda não tem histórico: nenhuma norma brasileira fixa um intervalo universal, o Inmetro deixa a periodicidade a cargo do dono do instrumento, e o prazo inicial deve ser corrigido depois com os resultados das calibrações, como orienta o guia ILAC-G24:2022 / OIML D 10:2022.
Encontrou um termo técnico? O glossário de calibração de A a Z explica mais de 100 termos, de incerteza e RBC a TUR, EMA e regra de decisão.
Resumo rápido
- São 30 instrumentos comuns na indústria e no laboratório de qualidade, com intervalo inicial, verificação intermediária e fonte em cada linha.
- Os números com fonte vêm da tabela de equipamentos da NATA (setembro de 2024), do NIST GMP 11 (2019) e da ISO 6789, esta pela leitura de fabricantes.
- Sem fonte publicada, a linha diz prática de mercado, sem norma: número usual, não recomendação documentada.
- Intervalo longo só se sustenta com verificação intermediária registrada.
- A partir da terceira calibração, quem decide o prazo é o histórico do instrumento (exemplo numérico abaixo).
Este texto é a tabela. O método para definir e revisar o prazo, com os cinco métodos do ILAC-G24 e a regra da escada, está no guia de periodicidade de calibração. Se você chegou aqui com um instrumento já vencido, comece por certificado de calibração vencido.
Existe prazo de calibração definido em norma?
Não existe prazo universal. Na resposta sobre o prazo de validade dos certificados de calibração, o Inmetro afirma que “a periodicidade dos serviços de calibração é definida pelo proprietário do instrumento de medição”. O ILAC-G24:2022 / OIML D 10:2022 (cópia também no site da ILAC) baseia a escolha inicial numa análise de risco (item 5.1), em que entram dados publicados de instrumentos parecidos, que é o papel desta tabela. O item 6.1 desaconselha intervalos fixos nunca revistos, salvo quando o prazo vem de um documento normativo. Instrumentos regulamentados, como balança comercial, seguem também a verificação legal do regulamento.
Baixe grátis: planilha de controle de calibração. Planilha de controle de calibração grátis em Excel: vencimentos e status por fórmula, histórico de certificados e…
De onde vêm os números da tabela?
Duas fontes abertas, conferidas no documento original em outubro de 2026, uma norma paga citada por fabricantes e uma marcação clara onde nada foi encontrado:
- NATA, General Equipment Table (setembro de 2024). A tabela da NATA, organismo de acreditação da Austrália, traz intervalos de calibração (em anos) e de checagem (em meses) para laboratórios acreditados por ela, com ambiente controlado e checagens registradas. Usamos só valores pontuais, com crédito.
- NIST GMP 11 (2019). A boa prática do escritório de pesos e medidas do NIST (GMP 11, parte da NISTIR 6969-2019) dá intervalos iniciais para padrões de laboratórios de metrologia legal dos Estados Unidos e os trata como limites máximos.
- ISO 6789 (torquímetros). A norma é paga. O prazo de 12 meses ou 5.000 ciclos é atribuído a ela por fabricantes como Hazet e Stahlwille, com a ressalva de que a empresa pode definir outro intervalo. Confira o item na edição que você tiver.
- Prática de mercado, sem norma. Cronômetro, tacômetro, condutivímetro e pipeta de pistão não têm prazo nas fontes acima. O valor sugerido é o usual em procedimentos e contratos no Brasil, sem respaldo normativo: trate como hipótese a confirmar.
A OIML R 111-1:2004, sobre pesos padrão, também não traz prazo: o item 15.3 exige recalibração ou verificação subsequente, sem dizer de quanto em quanto tempo.
O “intervalo inicial sugerido” é a sugestão do Guia Sismetro para uso industrial. Quando é mais curto que o da NATA, o motivo é o chão de fábrica: vibração, lavagem, vários usuários e, muitas vezes, nenhuma checagem registrada. Com a checagem em dia, você pode caminhar na direção do prazo da NATA conforme o histórico confirmar.
Tabela de periodicidade de calibração por instrumento
As tabelas estão separadas por grandeza. “NATA” e “NIST GMP 11” indicam o valor publicado por essas fontes; o que estiver fora delas vem marcado como prática de mercado.
Dimensional
| Instrumento | Intervalo inicial sugerido | Verificação intermediária sugerida | Fonte da sugestão | Quando encurtar ou alongar |
|---|---|---|---|---|
| Paquímetro | 12 meses | Antes do uso: zero e faces. Mensal: 1 ponto com bloco padrão | NATA: 2 anos (ref. ISO 13385-1). Os 12 meses: prática de mercado para uso diário | Encurte com uso diário em inspeção ou faces gastas. Alongue para 24 meses com a checagem mensal registrada |
| Micrômetro | 12 meses | Mensal: zero, 1 ponto com bloco padrão e estado das faces (NATA) | NATA: 5 anos, amarrados à checagem mensal | Alongue só com a checagem mensal registrada e estável |
| Relógio comparador | 12 meses | Antes do uso: retorno ao zero e curso livre | NATA: 2 anos | Encurte em bancada com vibração ou choques. Alongue para 24 meses em uso leve |
| Bloco padrão | 24 meses | Inspeção das faces a cada uso; comparação com bloco de referência, se houver | NATA: 2 anos na primeira vez e 4 anos nas seguintes | Uso intenso em oficina: 12 meses. Referência com histórico estável: até 48 meses |
| Trena | 12 meses | Semestral: comparação com trena de referência no maior comprimento usado | Prática de mercado. NATA: calibração inicial e checagem a cada 24 a 60 meses. NIST GMP 11: 60 meses para trena padrão de laboratório | Fita dobrada, emendada ou com gancho torto: troque, não recalibre |
Pressão
| Instrumento | Intervalo inicial sugerido | Verificação intermediária sugerida | Fonte da sugestão | Quando encurtar ou alongar |
|---|---|---|---|---|
| Manômetro analógico (Bourdon) | 6 meses com pulsação ou golpe de pressão; 12 meses sem | A cada uso: ponteiro no zero sem pressão aplicada | NATA: 6 meses quando sujeito a choque de pressão e 1 ano sem choque (ref. AS 1349) | Depois de sobrepressão ou queda, calibre antes de voltar ao uso |
| Manômetro digital | 12 meses | Semestral: 1 ponto contra outro padrão | NATA: 1 ano | Encurte se a deriva cresce a cada calibração (veja o exemplo abaixo) |
| Transmissor de pressão | 12 meses | Zero com a linha despressurizada, nas paradas | NATA: 1 ano | Alongue para 24 meses em malha não crítica e estável; encurte com fluido agressivo ou quente |
Temperatura e umidade
| Instrumento | Intervalo inicial sugerido | Verificação intermediária sugerida | Fonte da sugestão | Quando encurtar ou alongar |
|---|---|---|---|---|
| Termômetro de líquido em vidro | 24 meses | Semestral: ponto de gelo ou referência em 1 ponto (NATA) | NATA: 5 anos com a checagem semestral. Os 24 meses são prática de mercado | Coluna separada ou bulbo trincado: retire de uso |
| Termômetro digital com sonda | 12 meses | Semestral: na temperatura de uso contra referência, ou no ponto de gelo (NATA) | NATA: 2 anos. NIST GMP 11: 12 meses para termômetro digital usado como padrão | Encurte em controle crítico, como cozimento e pasteurização |
| Termorresistência Pt100 | 12 meses | Semestral: resistência no ponto de gelo (NATA) | NATA: 5 anos entre -40 °C e 250 °C e 2 anos fora dessa faixa. NIST GMP 11: 12 meses para PRT de 100 Ω usado como padrão | Encurte com choque térmico ou mecânico |
| Termopar de metal base com bainha | 12 meses ou por horas de uso | Comparação com termopar de referência no ponto de uso | NATA: 2 anos para uso até 400 °C; acima disso, a NATA não recomenda recalibrar | Acima de 400 °C, planeje a troca em vez da recalibração |
| Registrador de temperatura (data logger) | 12 meses | Semestral: contra referência na temperatura de uso, nunca contra outro logger do mesmo tipo (NATA) | NATA: 2 anos. NIST GMP 11: 12 meses para loggers usados em calibração | Encurte em cadeia fria e validação térmica |
| Termo-higrômetro | 12 meses | Semestral: comparação com higrômetro de referência | NATA: 1 ano para sonda de umidade de impedância elétrica, 2 anos se usada só em condição ambiente. NIST GMP 11: 24 meses para higrômetro usado como padrão | Encurte com condensação, poeira ou vapores |
Massa, força e torque
| Instrumento | Intervalo inicial sugerido | Verificação intermediária sugerida | Fonte da sugestão | Quando encurtar ou alongar |
|---|---|---|---|---|
| Balança (não automática) | 12 meses | Diária ou a cada uso: 1 ponto com peso padrão. Semestral: repetibilidade | NATA: 3 anos, com checagem mensal em 1 ponto e semestral de repetibilidade (ref. EURAMET cg-18). NIST GMP 11: 12 meses para balança de calibração de massa | Uso comercial: também verificação legal. Encurte em dosagem crítica ou com lavagem |
| Peso padrão de aço inoxidável | 24 meses | Inspeção visual a cada uso; comparação periódica com outro peso | NATA: 3 anos. NIST GMP 11: 24 meses para padrões de trabalho em calibrações de rotina (Echelon III). OIML R 111-1: exige recalibração, sem prazo | Encurte com uso diário e manuseio sem luva ou pinça |
| Peso de ferro fundido | 12 meses | Inspeção visual: ferrugem e lacre da cavidade de ajuste | NATA: 2 anos para ferro e outras ligas. NIST GMP 11: 6 meses no início para padrões de ferro fundido, até haver dados de estabilidade | Alongue para 24 meses após duas calibrações estáveis |
| Torquímetro | 12 meses ou 5.000 ciclos, o que vier antes | Semestral: comparação cruzada entre torquímetros de faixas sobrepostas, ou em testador de torque | NATA: 1 ano (ref. ISO 6789-2). Hazet e Stahlwille atribuem à ISO 6789 o padrão de 12 meses ou 5.000 ciclos, salvo intervalo definido pelo usuário | Depois de queda ou sobrecarga, calibre antes do próximo uso |
| Célula de carga e dinamômetro | 12 meses | A cada uso: zero e, se houver, verificação por shunt | NATA: 2 anos (ref. AS 2193). Os 12 meses são prática de mercado na indústria | Encurte após sobrecarga ou uso em ensaio contínuo |
Elétricas, tempo e rotação
| Instrumento | Intervalo inicial sugerido | Verificação intermediária sugerida | Fonte da sugestão | Quando encurtar ou alongar |
|---|---|---|---|---|
| Multímetro | 12 meses | Semestral: comparação com outro multímetro de resolução parecida (NATA) | NATA: 1 ano, em todas as faixas e funções usadas (ref. EURAMET cg-15) | Calibre só as funções que você usa, mas todas elas |
| Alicate amperímetro | 12 meses | Antes do uso: leitura de uma carga de corrente conhecida | NATA: 1 ano para medidores de grandezas elétricas. O enquadramento do alicate nessa linha é do Guia Sismetro | Encurte com quedas e uso intenso em campo |
| Megômetro | 12 meses | Antes do uso: teste em curto e em aberto; resistor de valor conhecido, se houver | NATA: 1 ano para medidores de grandezas elétricas. Enquadramento do Guia Sismetro | Encurte se o laudo de isolação vai para terceiros |
| Cronômetro | 24 meses | Semestral: comparação com referência de tempo por GPS/GNSS (NATA) | Prática de mercado, sem norma. A NATA prevê só a checagem semestral | Cronômetro mecânico ou que sofreu queda: 12 meses |
| Tacômetro (óptico ou de contato) | 12 meses | Antes do uso: leitura de uma rotação conhecida, se houver | Prática de mercado, sem norma | Alongue para 24 meses com verificação estável |
Laboratório e ambiente
| Instrumento | Intervalo inicial sugerido | Verificação intermediária sugerida | Fonte da sugestão | Quando encurtar ou alongar |
|---|---|---|---|---|
| Vidraria volumétrica classe A | Na entrada em uso; depois 10 anos (borossilicato) ou 5 anos (vidro sodo-cálcico) | Inspeção visual a cada uso: riscos, lascas, graduação legível | NATA (refs. ISO 4787 e EURAMET cg-19), que manda reduzir o prazo sob calor ou produtos corrosivos | Encurte se vai à estufa quente ou trabalha com ácido ou álcali |
| Pipeta de pistão (micropipeta) | 12 meses; 6 meses em uso intenso | Mensal: verificação gravimétrica rápida em 1 volume | Prática de mercado, sem norma. A NATA cita as ISO 8655-2 e 8655-6 (método), sem prazo | Encurte com líquido viscoso, volátil ou corrosivo |
| pHmetro | 12 meses para o medidor | No dia ou a cada uso: ajuste com 2 soluções tampão (NATA) | Checagem: NATA. Intervalo do medidor: prática de mercado, sem norma | Eletrodo lento ou fora da especificação: troque o eletrodo |
| Condutivímetro | 12 meses | No dia ou a cada uso: solução padrão de condutividade | Prática de mercado, sem norma | Encurte em água de processo controlada, como caldeira e CIP |
| Luxímetro | 12 meses (digital) | Comparação com outro luxímetro, se houver | NATA: 1 ano para digital e 2 anos para analógico | Encurte se o sensor fica exposto a sol e calor |
| Decibelímetro | 24 meses | A cada uso: calibrador acústico antes e depois da medição | NATA: 2 anos (ref. IEC 61672-3). Calibrador acústico: 1 ano (ref. IEC 60942) | Use o prazo menor se a norma de avaliação ocupacional exigir |
Pontos, tolerâncias e métodos de cada tipo estão nos guias de paquímetro e micrômetro, manômetro, termômetro, balança, peso padrão e ferramentas e torquímetros. Para conferir uma termorresistência no ponto de gelo, use a tabela Pt100.
Como usar esta tabela, passo a passo
- Liste o que precisa de calibração: todo instrumento cuja leitura decide aprovação de produto, segurança ou ajuste de processo. Instrumento só indicativo fica fora, identificado como tal.
- Ache a linha do tipo e anote intervalo e fonte. Fora da tabela, use o manual do fabricante e um tipo parecido.
- Corrija pelo uso real, com a última coluna e os fatores do item 5.1 do ILAC-G24: tolerância consumida, ambiente, frequência de uso, transporte.
- Defina a verificação intermediária, com frequência, método e responsável. Sem ela, não adote os prazos longos da NATA.
- Escreva no procedimento o intervalo, a fonte e a justificativa de cada tipo. É isso que o auditor vai pedir.
- Comece os instrumentos novos com prazo mais curto. O item 6.1 do ILAC-G24 recomenda calibrar equipamento novo com mais frequência, para enxergar a tendência.
- Revise depois da terceira calibração, com o histórico de erro de cada instrumento, como no exemplo a seguir.
A tolerância usada nos passos 3 e 7 vem do critério de aceitação de cada instrumento.
Exemplo: ajustando o intervalo pelo histórico de deriva
Situação de exemplo, com números ilustrativos. Um manômetro digital de 0 a 25 bar é o padrão da oficina para verificar manômetros de processo. A empresa definiu EMA de ±0,05 bar e uma regra interna: o erro somado à incerteza, |E| + U, não pode passar de 80 % do EMA, ou seja, 0,040 bar. O laboratório entrega sempre U = 0,008 bar (k = 2). O instrumento não foi ajustado no período. Resultados no ponto de 20 bar:
| Calibração | Erro em 20 bar | |E| + U | Consumo do EMA |
|---|---|---|---|
| 1ª (instrumento novo) | +0,002 bar | 0,010 bar | 20 % |
| 2ª (12 meses depois) | +0,010 bar | 0,018 bar | 36 % |
| 3ª (24 meses) | +0,019 bar | 0,027 bar | 54 % |
| 4ª (36 meses) | +0,027 bar | 0,035 bar | 70 % |
Deriva. A reta ajustada aos quatro pontos (mínimos quadrados) dá 0,0084 bar por ano, bem regular.
Quanto falta. Pela regra, o erro pode chegar a 0,040 menos 0,008, ou 0,032 bar. Hoje está em 0,027 bar. Os 0,005 bar restantes somem em 0,005 / 0,0084 = 0,6 ano, cerca de 7 meses.
Se nada mudar. Com mais 12 meses sem ajuste, o erro previsto é 0,027 + 0,0084 = 0,035 bar, e |E| + U chega a 0,043 bar: 87 % do EMA. Ainda dentro do EMA, mas fora da regra, e os manômetros verificados com ele no fim do período ficariam sob suspeita.
As duas saídas. Encurtar para 6 meses resolve, mas dobra o custo. A outra é ajustar agora: com o erro perto de +0,001 bar, a mesma deriva leva a 0,009 bar em 12 meses (35 % do EMA) e a 0,018 bar em 24 meses (52 %). A decisão razoável é ajustar, manter 12 meses e acompanhar com verificação semestral em 20 bar. Se a deriva se repetir igual depois do ajuste, o histórico passa a justificar 18 meses.
É a versão simples do método da carta de controle do ILAC-G24 (item 6.3): acompanhar pontos importantes no tempo, calcular a deriva e estimar quanto tempo o instrumento fica dentro do limite. Funciona para quem deriva de forma regular, como manômetros digitais e transmissores, e não para quem falha por evento, como o paquímetro que cai no chão.
Quando a tabela não vale
- Metrologia legal. Instrumento regulamentado segue a verificação periódica do regulamento, além da calibração.
- Requisito escrito de cliente, norma setorial ou procedimento normalizado: se fixa prazo, vale o dele.
- Evento. Queda, sobrecarga, reparo ou ajuste pedem calibração antes do próximo uso, seja qual for a data.
- Reserva guardada. Prática comum: calibrar ao tirar do estoque, com o instrumento identificado como fora de uso enquanto guardado.
O conceito resumido está no verbete periodicidade de calibração. E intervalo bem escolhido não salva certificado emitido fora do escopo de acreditação: veja o que é a RBC e o guia de calibração.
Como o Sismetro ajuda
No Sismetro, você grava o intervalo escolhido como validade em meses no layout de canais de cada tipo de instrumento, junto com a tolerância, e a data da calibração gera o vencimento. As listagens mostram por cores o que está perto de vencer, e uma SS de calibração abre sozinha N dias antes do vencimento, com o N que você definir. Certificados de laboratórios externos entram com o resultado digitado por canal, o PDF anexado e aprovação com login e senha, e é esse histórico que alimenta a revisão do intervalo; ele sai para Excel para a análise de deriva. Padrões têm cadastro próprio com a validade do último certificado, e tudo fica na mesma base de ativos da manutenção, com OS, SS e QR Code. O software de calibração tem plano grátis, planos pagos e Enterprise.
Controle suas calibrações grátis no Sismetro.Cadastro de instrumentos, vencimentos com SS antes de vencer, certificado no padrão com cálculo de incerteza e QR code de validação. Laboratórios e indústrias começam no plano grátis, sem cartão de crédito.
Próximo passo
Pegue a lista de instrumentos da planta, marque em cada um a linha desta tabela e anote a fonte ao lado do prazo. Depois separe os que têm três ou mais calibrações e refaça a conta do exemplo com o seu histórico: o prazo encurta, fica ou cresce. É o caminho para sair dos doze meses para tudo.
Perguntas frequentes
Qual a periodicidade de calibração de um paquímetro?
Um ponto de partida de 12 meses é o mais comum na indústria para paquímetro de uso diário. A NATA, organismo de acreditação australiano, indica 2 anos para laboratórios, citando a ISO 13385-1. O prazo final é decisão do dono do instrumento e deve ser revisto com o histórico de calibrações.
Com que frequência calibrar uma balança?
Doze meses, com verificação em 1 ponto no dia ou a cada uso, é um bom começo para balança de processo. A NATA aceita 3 anos em laboratório, com checagem mensal e semestral registrada. Balança de uso comercial passa também pela verificação legal do Inmetro.
Torquímetro deve ser calibrado a cada quanto tempo?
A cada 12 meses ou 5.000 ciclos, o que vier antes, salvo intervalo próprio definido pela empresa. É o padrão que fabricantes como Hazet e Stahlwille atribuem à ISO 6789; a NATA indica 1 ano citando a ISO 6789-2. Depois de queda ou sobrecarga, calibre antes de usar.
Existe tabela oficial do Inmetro com prazos de calibração?
Não. Na resposta sobre validade de certificados, o Inmetro informa que a periodicidade é definida pelo proprietário do instrumento, que deve revisar o programa de calibração. Prazos fixos aparecem só na metrologia legal e em normas ou procedimentos específicos.
Posso usar a tabela da NATA como justificativa numa auditoria?
Pode, como referência para o intervalo inicial, citando a edição usada (setembro de 2024). O auditor vai querer ver também a análise de risco do seu uso e a revisão do intervalo com os resultados das calibrações, como pede o ILAC-G24:2022 / OIML D 10:2022.
O que significa prática de mercado, sem norma, na tabela?
Significa que o intervalo é usual em procedimentos e contratos da indústria, mas o Guia Sismetro não encontrou documento normativo ou de organismo técnico que o recomende. Trate o número como hipótese e confirme com as três primeiras calibrações.