Histórico do equipamento é o registro cronológico de tudo o que aconteceu com um ativo desde a instalação: corretivas e preventivas, falhas com sintoma e causa, peças trocadas, horas de parada, custos, medições de inspeção e modificações feitas. É dele que saem o MTBF, o MTTR, o custo por ativo e boa parte das decisões de reparar ou substituir.
O que um bom histórico registra
- Sintoma: o que foi percebido (vazamento, ruído, não parte).
- Componente: onde estava o problema, dentro da árvore de ativos.
- Modo e causa da falha: desgaste, fadiga, contaminação, erro de montagem. A ISO 14224 traz uma taxonomia que ajuda a padronizar essas listas.
- Ação executada e peças usadas.
- Tempos: início e fim da parada, início e fim do reparo.
- Custo de mão de obra, materiais e serviços de terceiros.
Campos codificados (listas para escolher) valem mais que texto livre. “Consertado” e “feito o necessário” não permitem nenhuma análise.
Exemplo numa fábrica de embalagens plásticas
Uma injetora de 450 toneladas é vista pela produção como “a máquina que sempre quebra”. O PCM puxa o histórico dos últimos 12 meses: 9 corretivas, 61 horas de máquina parada. Agrupando por componente, 6 das 9 corretivas foram em resistências e termopares do cilindro de plastificação, e 4 delas aconteceram nas duas semanas seguintes a uma troca de molde. A conversa sai do “essa máquina é ruim” para um problema concreto: fiação sendo forçada durante o setup. A correção passa por proteção da fiação e um item a mais no checklist de troca de molde, uma decisão que só apareceu porque as OS tinham componente e causa preenchidos.
O erro mais comum
OS fechada com descrição genérica e sem causa. O histórico existe, tem centenas de registros e não responde a nenhuma pergunta. Outro problema frequente: serviço feito sem OS, por ser “rápido”. São justamente essas pequenas intervenções repetidas que denunciam um modo de falha crônico, e elas somem dos dados.
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