Gestão de mudanças (MOC)

Gestão de mudanças (MOC) é o processo para avaliar riscos, aprovar e documentar mudanças em equipamentos e processos antes de executá-las.

Gestão de mudanças (MOC, do inglês Management of Change) é o processo formal para avaliar riscos, aprovar, executar e documentar alterações em equipamentos, processos, materiais, procedimentos ou na organização antes que elas entrem em operação. Nasceu na segurança de processos das indústrias química e de petróleo, depois de acidentes provocados por modificações que pareciam inofensivas.

Como funciona o fluxo de MOC

  1. Solicitação: quem propõe descreve a mudança, o motivo e se ela é temporária ou permanente.
  2. Classificação: é troca “igual por igual” (fica fora do MOC) ou altera especificação, material, capacidade, lógica de controle ou procedimento?
  3. Análise de risco: APR, HAZOP ou outra ferramenta proporcional ao tamanho da mudança, com segurança, qualidade, meio ambiente e manutenção na mesa.
  4. Aprovação pelas áreas afetadas.
  5. Execução, com permissão de trabalho quando aplicável.
  6. Atualização de documentos: desenhos, cadastro do ativo, plano de manutenção, lista de sobressalentes, procedimentos e treinamento.
  7. Verificação antes da partida e encerramento.

Exemplo numa fábrica de sucos

Uma bomba centrífuga sanitária da linha de envase falha e o modelo original tem prazo de entrega de 12 semanas. A manutenção encontra um equivalente de outro fabricante para pronta entrega. Pelo MOC, a qualidade verifica que o elastômero da vedação é compatível com o produto e com os químicos do CIP, a engenharia confere se a curva atende à vazão e à pressão da linha, o PCM cria o novo equipamento no cadastro, ajusta a preventiva e inclui os novos selos e rolamentos na lista de sobressalentes. Sem esse passo, a próxima falha encontraria o almoxarifado cheio de peças da bomba antiga.

O erro mais comum

A mudança “temporária” que fica para sempre: o by-pass instalado para não parar a produção, o intertravamento jumpeado “só até a peça chegar”. O MOC deve ter prazo de validade para mudanças temporárias e alguém responsável por desfazê-las. O segundo erro é aprovar a mudança e esquecer a parte chata, que é atualizar documentos. É exatamente ela que protege quem vai mexer no equipamento daqui a três anos.

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