Manutenção preventiva

Manutenção preventiva é feita em intervalos definidos, por tempo ou uso, para reduzir a chance de falha. Veja exemplos no agro e o erro mais comum.

Manutenção preventiva é a intervenção feita em intervalos predeterminados, por tempo ou por uso, para reduzir a probabilidade de falha de um equipamento, independentemente do estado em que ele aparenta estar. Troca de óleo a cada tantas horas, revisão de redutor a cada safra, reaperto de painel a cada semestre: tudo isso é preventiva.

Os gatilhos mais usados são dois. O calendário (a cada 30 dias, a cada 6 meses) funciona bem para equipamentos que operam de forma contínua e regular. O uso, medido por horímetro, odômetro, toneladas processadas ou número de ciclos, é mais justo para máquinas com regime variável, como frota agrícola e equipamentos sazonais.

Um exemplo no agro

Pense numa cooperativa que recebe soja e milho. Os secadores, elevadores de canecas e transportadores trabalham pesado durante a colheita e quase param no resto do ano. Fazer preventiva mensal por calendário nesses equipamentos não faz sentido: metade das visitas seria em máquina parada. O plano mais inteligente concentra a revisão completa nos meses antes da safra, e durante a safra usa inspeções curtas e trocas por horímetro. Uma frota de pás carregadeiras, por exemplo, pode ter troca de óleo e filtros a cada 250 horas (intervalo ilustrativo, confira no manual do fabricante), gerada automaticamente quando o apontamento de horas chega lá.

Para organizar isso ao longo do ano, muitas empresas usam o plano de 52 semanas, que distribui as preventivas por semana e ajuda a equilibrar a carga da equipe.

Quando a preventiva vira corretiva

Quase sempre começa do mesmo jeito: o plano é montado copiando o manual do fabricante e nunca mais é revisado. O manual não conhece o seu pó, a sua umidade, o seu regime de três turnos na safra. Resultado: em alguns ativos a preventiva é frequente demais e consome horas à toa; em outros, a falha chega antes da data. Aí a preventiva vira corretiva com outro nome.

Há também um efeito pouco comentado: toda intervenção traz risco de introduzir defeito (montagem errada, contaminação do óleo, aperto fora do torque). Preventiva em excesso pode aumentar falhas logo depois da parada. Revise os intervalos com base no histórico de falhas de cada ativo pelo menos uma vez por ano, e retire do plano as tarefas que não evitam nada.

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