O checklist de recebimento do certificado de calibração é a lista de conferências que a empresa faz quando o certificado de um laboratório externo chega, antes de liberar o instrumento: identificação, acreditação e escopo, método, resultados e incerteza, regra de decisão, rastreabilidade e registro da decisão. Ele transforma a “análise crítica do certificado”, que todo auditor pede, numa rotina de dez a quinze minutos com resultado registrado: aprovado, aprovado com restrição ou reprovado.
Este texto é a ferramenta de mesa. A explicação de cada campo, com um certificado comentado, está em como ler um certificado de calibração. Aqui ficam os 33 itens, a referência normativa de cada um e o que fazer quando um deles não atende.
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Resumo rápido
- São 33 itens em oito grupos: identificação, laboratório e acreditação, método e condições, resultados e incerteza, declaração de conformidade, rastreabilidade, decisão e ação no instrumento.
- Os itens de conteúdo vêm da ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 (seção 7.8); os de acreditação, da NIE-Cgcre-009 rev. 27 e da consulta RBC; os de incerteza, da ILAC P14; os de rastreabilidade, da NIT-Dicla-030 rev. 15.
- O laboratório mede. Quem decide se o instrumento volta para a linha é a empresa, com o próprio erro máximo admissível (EMA) e a própria regra de decisão.
- A decisão tem três saídas: aprovar, aprovar com restrição ou reprovar. Reprovação no resultado “como encontrado” pede avaliação de impacto nas medições feitas desde a calibração anterior.
- Sem registro de quem analisou e quando, o certificado conta como não analisado.
Quando aplicar o checklist e quem assina?
Na chegada de todo certificado externo, antes de colar a etiqueta e devolver o instrumento ao uso. Quem analisa precisa entender erro, incerteza e o EMA do instrumento, e a aprovação fica registrada no nome dele. A ISO 9001:2015 pede evidência de que os recursos de medição são adequados ao propósito (item 7.1.5.1), e um certificado sem análise não prova isso. Prova só que alguém mediu.
Na maioria das fábricas, o técnico confere o número de série, cola a etiqueta e o PDF vai para uma pasta. Ninguém olhou se o ponto de trabalho está no certificado ou contra o que o laboratório “aprovou”. O checklist faz essas perguntas sempre, na mesma ordem, e deixa a resposta registrada.
Há uma referência internacional aberta para esse tipo de revisão: o Apêndice B do NIST SOP 1 (2019), um formulário de revisão de certificados organizado pelos itens da seção 7.8 da ISO/IEC 17025:2017. O checklist abaixo foi montado de forma independente, do lado de quem recebe, com o que é específico do Brasil: símbolo e número CAL, consulta RBC e rotas da NIT-Dicla-030.
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Checklist do certificado de calibração: os 33 itens
Marque cada item como atende, não atende ou não se aplica. Um “não atende” nos grupos B, D ou F já impede a aprovação simples. As referências são a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 (norma paga; as letras dos subitens 7.8.2.1 e 7.8.4.1 foram conferidas no DOQ-Cgcre-087 e no apêndice do NIST), a NIE-Cgcre-009 rev. 27, a NIT-Dicla-030 rev. 15, a ILAC P14:09/2020 e a ILAC G8:09/2019. Quando a coluna de referência traz só o número do item, ele é da ISO/IEC 17025:2017.
A. Identificação do documento e do instrumento
É aqui que aparecem as trocas entre instrumentos iguais. Confira com o instrumento na mão, não com a nota fiscal.
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 1. Documento completo | Número único, paginação no formato “x de y” e fim do documento identificável | ISO/IEC 17025:2017, 7.8.2.1 d) | Pedir o documento completo; não arquivar versão parcial |
| 2. Laboratório e local | Nome e endereço do laboratório e local da calibração (instalações do laboratório ou do cliente) | 7.8.2.1 b) e c) | Pedir correção. Sem o local, não há como conferir o escopo no item 10 |
| 3. Cliente | Razão social e unidade corretas | 7.8.2.1 e) | Pedir reemissão. Correção depois de emitido sai como novo documento que referencia o original (7.8.8) |
| 4. Item calibrado | Descrição, fabricante, modelo, número de série e TAG batem com o instrumento físico | 7.8.2.1 g) | Segregar e não liberar até esclarecer. Troca de certificado entre instrumentos iguais é mais comum do que parece |
| 5. Datas | Data da calibração e data de emissão | 7.8.2.1 i) e j) | Sem data de calibração não há vencimento calculável: pedir correção |
| 6. Quem autorizou | Identificação de quem autorizou a emissão; com símbolo de acreditação, signatário autorizado | 7.8.2.1 o); NIE-Cgcre-009, 11.5.6 | Pedir confirmação do signatário ao laboratório |
B. Laboratório, acreditação e escopo
É o grupo que separa o certificado acreditado do certificado com logotipo bonito. A conferência é feita na consulta RBC do Inmetro, com o número CAL do certificado. Desde 25/04/2016 a acreditação não tem data de validade: vale a situação que o sistema mostra para a data da calibração.
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 7. Símbolo | Símbolo de acreditação na primeira página, quando o certificado faz referência à acreditação | NIE-Cgcre-009, 11.5.1 e 11.5.2 | Certificado chamado de “RBC” sem símbolo é tratado como não acreditado |
| 8. Número CAL | Nas folhas seguintes, o símbolo ou a frase de acreditação “sob o número CAL XXX”, com o mesmo número da primeira página | NIE-Cgcre-009, 11.5.2 c) | Número divergente entre páginas: pedir esclarecimento por escrito |
| 9. Situação | Laboratório com situação “Ativo” na consulta RBC na data da calibração, sem suspensão | Consulta RBC; NIT-Dicla-030, 8.2.3 | Suspensão anterior à data: tratar como não acreditado |
| 10. Escopo | Grandeza, faixa e local (instalações permanentes ou do cliente) dentro do escopo publicado | NIE-Cgcre-009, 11.5.3 a) | Pedir certificado corrigido ou recalibrar em quem tem escopo |
| 11. CMC | Incerteza declarada em cada ponto maior ou igual à CMC do escopo | ILAC P14, 5.5 | U menor que a CMC: pedir a memória de cálculo antes de aceitar |
| 12. Provedor externo | Resultados feitos por outro laboratório identificados (nome, número e organismo de acreditação), e nem todos os resultados vindos de terceiros | NIE-Cgcre-009, 11.5.4 e 11.5.5; ISO/IEC 17025, 7.8.2.1 p) | Identificar quem mediu; a acreditação que vale é a do executor |
C. Método, condições e ajuste
O item 15 é o mais esquecido e o mais caro. Sem o resultado anterior ao ajuste, você não sabe se as medições dos últimos doze meses estavam boas.
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 13. Método | Norma com ano, ou descrição resumida do procedimento interno; desvios, adições e exclusões declarados | ISO/IEC 17025, 7.8.2.1 f) e n) | Pedir a identificação; método inadequado pede nova calibração |
| 14. Condições | Condições que influenciam o resultado (por exemplo, temperatura numa calibração dimensional) registradas e compatíveis com o método | 7.8.4.1 b) | Pedir os valores; sem eles, parte do orçamento de incerteza fica sem base |
| 15. Ajuste ou reparo | Se houve ajuste ou reparo: resultados antes (“como encontrado”) e depois (“como deixado”), e declaração de que ajuste e reparo não fazem parte do escopo acreditado (o ajuste de zero é exceção) | 7.8.4.1 d); NIE-Cgcre-009, 11.5.10 | Pedir os dados; sem eles não há avaliação de impacto (item 32) |
D. Resultados e incerteza
O coração do certificado. Cada ponto precisa de erro, incerteza expandida, k e probabilidade, numa unidade que dê para comparar com o seu EMA.
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 16. Faixa de uso | Pontos que cobrem a faixa em que o instrumento trabalha, incluindo o ponto de operação, em todos os canais e funções usados | Especificação do pedido de compra | Pedir pontos adicionais ou restringir o uso à faixa coberta (aprovação com restrição) |
| 17. Unidades | Resultados com unidade, compatível com a do seu EMA (% do fundo de escala não se compara direto com unidade da grandeza) | 7.8.2.1 m); ILAC P14, 5.6 | Converter antes de comparar; se não for possível, pedir esclarecimento |
| 18. Erro ou correção | Erro ou correção por ponto, com sinal e convenção clara (erro = indicação menos valor de referência) | VIM 2.16 e 2.53 | Correção aplicada com o sinal trocado dobra o desvio: confirmar a convenção |
| 19. Incerteza | Incerteza expandida por ponto, na unidade do mensurando ou em termo relativo | 7.8.4.1 a); ILAC P14, 5.6 | Certificado sem incerteza não demonstra rastreabilidade (NIT-Dicla-030, 8.2.6): pedir reemissão |
| 20. k e probabilidade | Fator de abrangência e probabilidade de abrangência declarados (cerca de 95 %); k coerente com os graus de liberdade, quando informados | ILAC P14, 5.2 | k = 2,00 com veff = 8 é incoerente: pedir revisão |
| 21. Arredondamento | U com no máximo dois algarismos significativos e resultado arredondado na mesma casa decimal | ILAC P14, 5.3 | Falha de forma: registrar e cobrar na próxima |
| 22. Nada omitido | Resultados e incertezas presentes mesmo quando o certificado declara “conforme” | NIE-Cgcre-009, 11.5.12; NIT-Dicla-030, 8.2.6 | Pedir os resultados; a Cgcre não aceita a omissão |
E. Declaração de conformidade e regra de decisão
Quando o laboratório escreve “aprovado”, ele aprovou contra alguma coisa. Na maioria das vezes, é a especificação do fabricante, mais folgada que a do processo.
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 23. Declaração de conformidade | Se há “aprovado” ou “conforme”: especificação usada, resultados a que se aplica e regra de decisão identificados | ISO/IEC 17025, 7.8.4.1 e) e 7.8.6; ILAC G8 | “Aprovado” sem especificação e sem regra não é evidência: aplicar o seu critério aos resultados |
| 24. Opiniões | Opiniões e interpretações (como “recomenda-se substituição”) depois dos resultados, com a frase de que não fazem parte do escopo da acreditação | NIE-Cgcre-009, 11.5.9 | Tratar como opinião do laboratório, não como resultado acreditado |
| 25. Próxima calibração | Data de próxima calibração no certificado ou na etiqueta só aparece se foi acordada; o intervalo é decisão sua | ISO/IEC 17025, 7.8.4.3; FAQ do Inmetro | Desconsiderar a data sugerida e aplicar o intervalo do seu programa |
F. Rastreabilidade
A NIT-Dicla-030 é obrigatória para laboratórios acreditados. Para a indústria, ela é a régua mais clara disponível para decidir se a cadeia até o SI está demonstrada. O conceito e as rotas estão explicados em rastreabilidade metrológica, e a diferença prática entre certificado acreditado e apenas rastreável em calibração RBC ou rastreável.
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 26. Declaração de rastreabilidade | Texto que diz como os resultados são rastreáveis, e não só a palavra “rastreável” | ISO/IEC 17025, 7.8.4.1 c) | Pedir a declaração; sem ela, a cadeia não está demonstrada |
| 27. Padrões | Padrões usados identificados, com certificado válido na data da calibração | 7.8.4.1 c); NIT-Dicla-030, 8.2 | Padrão vencido na data: pedir justificativa ou recalibrar |
| 28. Rota | Instituto nacional no acordo do CIPM (8.2.1 e 8.2.2), laboratório acreditado pela Cgcre (8.2.3) ou por organismo signatário de ILAC, IAAC, EA ou APAC (8.2.4); fora disso, só a exceção documentada de 8.2.5 | NIT-Dicla-030, 8.2.1 a 8.2.5 | Registrar por que o laboratório foi usado e o que foi avaliado nele, nos moldes da 8.2.5 |
G. Decisão
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 29. Critério | Critério da empresa aplicado em todos os pontos de uso, por exemplo |E| + U ≤ EMA, que equivale à banda de guarda w = U da ILAC G8 | ILAC G8; JCGM 106, 3.3.12 | Ponto fora do critério: seguir para reprovação e item 32 |
| 30. Histórico | Comparação com a calibração anterior: o erro mudou mais do que a incerteza explica? Isso é deriva (VIM 4.21) | Programa de calibração da empresa | Deriva relevante: reduzir intervalo ou prever checagem intermediária |
| 31. Registro da decisão | Aprovado, aprovado com restrição ou reprovado, com nome de quem analisou, data e motivo | ISO 9001:2015, 7.1.5.1 | Sem registro, a análise não existe para a auditoria |
H. Registros e ação no instrumento
| Item | O que conferir | Referência | Se não atender |
|---|---|---|---|
| 32. Impacto retroativo | Se algum ponto reprovou no “como encontrado”, o impacto nas medições feitas desde a última calibração aprovada foi avaliado | ISO 9001:2015, 7.1.5.2 | Abrir não conformidade e seguir os passos da seção sobre impacto |
| 33. Etiqueta e programa | Etiqueta com situação, número do certificado, data da calibração e próxima calibração pelo intervalo interno; programa atualizado; PDF arquivado junto da análise | NIE-Cgcre-009, 11.6.5 (etiqueta do laboratório); ISO/IEC 17025, 7.8.4.3 | Etiqueta incoerente: instrumento volta para a quarentena |
Exemplo: um ponto de termo-higrômetro, do certificado à decisão
Situação de exemplo, com números ilustrativos. Uma indústria de alimentos controla a umidade de uma sala de embalagem entre 40 e 60 %UR com um termo-higrômetro digital (TAG TH-031, resolução de 0,1 %UR). O EMA definido pela empresa para o canal de umidade é ±3,0 %UR, e a regra de decisão é |E| + U ≤ EMA. O laboratório calibrou em 35, 55 e 75 %UR, a 23 °C. No escopo publicado na consulta RBC, a CMC do laboratório nessa faixa é 0,8 %UR (valor de exemplo).
| Conferência | No certificado | Resultado |
|---|---|---|
| Faixa de uso (item 16) | Pontos em 35, 55 e 75 %UR | Atende: a faixa de 40 a 60 %UR fica entre 35 e 75, com ponto em 55 |
| Erro no ponto de 55 %UR (item 18) | Valor de referência 54,6 %UR; indicação 55,8 %UR | E = 55,8 − 54,6 = +1,2 %UR |
| Incerteza, k e probabilidade (itens 19 e 20) | U = 1,1 %UR, k = 2,00, probabilidade de cerca de 95 % | Atende: mesma unidade da grandeza, k e probabilidade declarados |
| U contra a CMC (item 11) | 1,1 %UR contra CMC de 0,8 %UR | Atende: U maior que a CMC |
| Algarismos significativos (item 21) | 1,1 | Atende: dois algarismos |
| Critério (item 29) | |E| + U = 1,2 + 1,1 = 2,3 %UR | Atende: 2,3 ≤ 3,0; o ponto usa 77 % do EMA |
Escrito como banda de guarda, o limite de aceitação do erro é 3,0 − 1,1 = 1,9 %UR, e o erro de +1,2 %UR fica 0,7 %UR abaixo dele. Decisão: aprovado.
Antes de fechar, olhe o histórico (item 30): se a calibração anterior deu +0,4 %UR no mesmo ponto, o sensor andou 0,8 %UR em um ano. Mais um ano igual leva o erro a +2,0 %UR, e 2,0 + 1,1 = 3,1 %UR passa do EMA. Aí a decisão certa é aprovar com restrição, com intervalo menor ou checagem intermediária. E a ordem importa: com U = 0,6 %UR, abaixo da CMC, o ponto passaria com mais folga, por isso o item 11 vem antes do 29.
Aprovar, aprovar com restrição ou reprovar: como decidir?
| Decisão | Quando | O que fazer no instrumento | O que registrar |
|---|---|---|---|
| Aprovar | Todos os itens atendem e todos os pontos de uso passam no critério | Etiqueta de liberado e próxima calibração pelo intervalo interno | Análise com nome e data, PDF anexado |
| Aprovar com restrição | O instrumento serve para parte do uso, ou há pendência documental que não muda o resultado: faixa parcial, ponto perto do limite, deriva, correção obrigatória | Etiqueta com a restrição escrita (“uso só de 0 a 6 bar”, “aplicar correção”), intervalo reduzido ou checagem intermediária | A restrição, o motivo e o prazo para resolver a pendência |
| Reprovar | Ponto de uso fora do critério, certificado sem incerteza, item errado ou laboratório fora do escopo para o que você precisa | Segregar, identificar como não liberado e mandar para ajuste, reparo, nova calibração ou descarte | Não conformidade e, se a falha foi no “como encontrado”, a avaliação de impacto |
Reprovar o certificado não é reprovar o instrumento: certificado sem k declarado pede correção do laboratório, não sucata. E o instrumento reprovado no “como encontrado” e aprovado depois do ajuste está bom daqui para a frente, mas as medições anteriores continuam sob suspeita até a avaliação de impacto. O instrumento usado com calibração vencida segue a mesma lógica, descrita em certificado de calibração vencido.
Como avaliar o impacto quando o instrumento reprova?
- Delimite o período: da última calibração aprovada até a retirada do instrumento.
- Liste os usos: inspeções, liberações de lote e ajustes de processo feitos com ele.
- Refaça a decisão com o erro encontrado: com a leitura corrigida, algum resultado mudaria de conforme para não conforme? Muitas vezes não, porque a tolerância do produto é bem maior que o desvio.
- Decida e registre na não conformidade: nada a fazer, reinspeção, retenção ou comunicação ao cliente.
- Feche o ciclo: revise o intervalo e o critério de aceitação do instrumento.
Como o Sismetro ajuda
No Sismetro, o certificado do laboratório externo é recebido no cadastro do instrumento: os resultados são digitados por canal, o PDF original fica anexado e a aprovação é feita com login e senha de quem analisou, o que cobre o item 31 do checklist sem papel. Os canais já têm tolerância e validade em meses, então o vencimento aparece por cores na listagem e a SS de recalibração é aberta automaticamente com a antecedência em dias que você definir, na mesma base de ativos das ordens de serviço e do histórico de manutenção. O QR Code no instrumento leva o técnico ao cadastro e à situação da calibração, e a lista pode ser exportada para Excel na auditoria. O módulo de calibração e metrologia tem plano grátis, planos pagos e Enterprise.
Controle suas calibrações grátis no Sismetro.Cadastro de instrumentos, vencimentos com SS antes de vencer, certificado no padrão com cálculo de incerteza e QR code de validação. Laboratórios e indústrias começam no plano grátis, sem cartão de crédito.
Comece pelos certificados do último mês
Pegue os certificados recebidos nos últimos 30 dias e passe o checklist em cada um, anotando os itens que não atenderam. As falhas que se repetem por laboratório viram a especificação do próximo pedido de compra. Se a calibração for feita em casa, o procedimento precisa gerar um certificado que passe no mesmo checklist; um ponto de partida está no modelo de procedimento de calibração. O contexto geral está no guia de calibração e em o que é a RBC, e o verbete certificado de calibração resume o conceito.
Perguntas frequentes
O que conferir ao receber um certificado de calibração?
Confira se o documento é do instrumento certo, se o laboratório estava acreditado para aquela grandeza e faixa na data, se os pontos cobrem a faixa de uso e se cada ponto tem erro, incerteza, k e probabilidade. Depois verifique a declaração de rastreabilidade, aplique o seu critério de aceitação e registre a decisão com nome e data.
Quem deve aprovar o certificado de calibração?
Alguém da empresa que entenda erro, incerteza e o EMA do instrumento, em geral o responsável pela metrologia ou um técnico treinado. O laboratório mede e pode declarar conformidade, mas a decisão de liberar o instrumento para o processo é de quem usa.
Certificado sem incerteza pode ser aceito?
Não como evidência de rastreabilidade. A ISO/IEC 17025:2017 exige a incerteza no certificado de calibração (7.8.4.1 a), e a NIT-Dicla-030 (8.2.6) informa que a Cgcre não aceita certificados que omitam resultados e incertezas para demonstrar rastreabilidade.
Como saber se o símbolo de acreditação do certificado é válido?
Procure o número CAL na consulta RBC do Inmetro e confira a situação na data da calibração e o escopo: grandeza, faixa, local e CMC. Pela NIE-Cgcre-009, o símbolo fica na primeira página e o certificado com símbolo só pode trazer resultados acreditados.
O que é aprovar com restrição?
É liberar o instrumento com uma limitação escrita: uso só em parte da faixa, uso obrigatório com correção, intervalo reduzido ou pendência documental com prazo. A restrição precisa estar na etiqueta e no registro, senão vira aprovação comum na prática.
O que fazer se o instrumento reprovar no resultado como encontrado?
Abra uma não conformidade e avalie o impacto nas medições feitas desde a última calibração aprovada, como pede o item 7.1.5.2 da ISO 9001:2015. O ajuste corrige o instrumento daqui para a frente, mas não as decisões já tomadas com ele.