Para abrir ordem de serviço de manutenção, você identifica o equipamento (pela TAG ou pelo QR Code), descreve o sintoma de forma objetiva, informa local e solicitante, classifica o tipo de manutenção e a prioridade e anexa uma foto. Depois, o PCM ou o supervisor aprova o pedido, planeja materiais e mão de obra e libera a OS. No fim, o técnico registra horas, peças, causa e serviço executado, e alguém dá o aceite. Uma OS bem aberta economiza metade do tempo de diagnóstico; uma mal aberta manda o técnico para o equipamento errado.
Este guia é o passo a passo prático. O que uma OS deve conter e como funciona o fluxo de status estão em ordem de serviço de manutenção; exemplos preenchidos de corretiva e preventiva estão no modelo de ordem de serviço.
Solicitação ou ordem de serviço: por onde começa?
Na maioria das plantas, quem vê o problema não abre a OS diretamente. Abre uma solicitação de serviço (SS), e o PCM ou o supervisor transforma a solicitação em OS depois de avaliar. Essa separação evita duas coisas: OS duplicada para o mesmo vazamento e serviço que não é de manutenção entrando no backlog.
A exceção é a corretiva de emergência. Se a linha parou, o técnico atende primeiro e completa o registro no encerramento. O que não pode é a emergência virar desculpa para nunca registrar. O desenho completo do fluxo está em fluxo de solicitação de serviço.
Passo a passo: como abrir e preencher a OS
1. Identifique o equipamento
Use a TAG do cadastro, não o apelido. “Bomba do tanque 2” pode ser três bombas diferentes. Se o equipamento tem etiqueta de QR Code, leia o código: a OS já nasce com TAG, local e centro de custo corretos. Se o problema não é num equipamento (uma porta, um ponto de iluminação), use o local de instalação.
2. Descreva o sintoma, não o diagnóstico
Escreva o que você vê, ouve ou mede. “Ruído metálico no lado do acoplamento, aumenta com carga” ajuda o técnico. “Rolamento ruim” é palpite, e se estiver errado, o técnico chega com a peça errada. Inclua desde quando o sintoma aparece e se o equipamento está parado, operando com restrição ou normal.
3. Informe solicitante, local e contato
Nome, área e um jeito de achar a pessoa. O técnico vai ter dúvidas, e “aberta pelo turno B” não responde ninguém.
4. Classifique o tipo de manutenção
Corretiva, preventiva, preditiva, melhoria, inspeção. Essa classificação alimenta o índice de preventiva x corretiva e o custo por tipo. Use lista fechada; texto livre aqui vira bagunça no relatório.
5. Defina a prioridade
A prioridade deve sair de um critério, não de quem grita mais. Um jeito simples é cruzar criticidade do equipamento com o efeito da falha (parou a linha, operando com restrição, sem efeito imediato). O artigo como priorizar ordens de serviço traz uma matriz pronta.
6. Anexe evidência
Uma foto do vazamento, da tela do painel com o alarme ou da peça quebrada vale mais que três linhas de texto. Em auditoria, também é a primeira prova de que o problema existia.
7. Planeje (PCM ou supervisor)
Ao converter a SS em OS, quem planeja completa: tarefas, especialidade e número de técnicos, horas estimadas, materiais e peças (com reserva no almoxarifado), ferramentas especiais, necessidade de parada e permissões de trabalho, como bloqueio e etiquetagem, trabalho em altura ou espaço confinado.
8. Execute e aponte
O técnico registra início e fim reais, pausas (aguardando peça, aguardando liberação da produção) e peças efetivamente usadas. Horas apontadas na hora valem; horas “estimadas no fim do turno” não.
9. Encerre com causa e aceite
No encerramento entram o serviço executado, a causa da falha (de preferência em lista fechada), se o equipamento voltou à operação normal e o aceite do solicitante ou do supervisor. Sem causa, a OS resolve o problema de hoje e não ensina nada para o próximo.
Campos da OS: o que preencher em cada etapa
| Etapa | Campos | Quem preenche |
|---|---|---|
| Abertura | Equipamento (TAG ou QR), local, sintoma, situação do equipamento, solicitante, foto | Solicitante |
| Triagem | Tipo de manutenção, prioridade, aprovação ou recusa com motivo | PCM ou supervisor |
| Planejamento | Tarefas, especialidade, horas estimadas, peças reservadas, permissões, data programada | Planejador |
| Execução | Executante, início e fim, pausas e motivo, peças usadas, medições, fotos | Técnico |
| Encerramento | Serviço executado, causa da falha, condição final, aceite e assinatura | Técnico e solicitante |
Um exemplo hipotético de abertura bem feita: “TAG BC-AL-07, bomba de alimentação da caldeira 2. Vazamento contínuo no selo mecânico, cerca de um copo por minuto, desde o início do turno. Bomba operando, reserva disponível. Foto anexa. Solicitante: operador da caldeira, ramal 2214.” Com isso, o planejador já sabe que não é emergência, que precisa do kit de selo e que dá para programar a troca para quando a reserva assumir.
Tire a manutenção da planilha. No Sismetro, ordens de serviço, planos preventivos, checklists, histórico do patrimônio e indicadores ficam juntos, com um app que funciona sem internet.
Como abrir a OS pelo celular
A abertura pelo celular é onde o controle de OS mais ganha, porque o pedido sai no local e na hora em que o problema foi visto. Num aplicativo de OS bem resolvido, o caminho tem três atalhos:
- QR Code do equipamento. O solicitante aponta a câmera para a etiqueta e o formulário já vem com equipamento e local. Elimina o erro de TAG, o mais comum na abertura.
- Ditado por voz. Em vez de digitar com luva, o técnico fala a descrição. Funciona bem para o campo de sintoma, que é o mais longo.
- Botão de novo lançamento. Um botão fixo, em qualquer tela, que abre a solicitação sem navegar por menus.
Falta sinal em muito lugar da indústria: casa de caldeira, câmara fria, subsolo, lavoura. Se o aplicativo exige conexão para gravar, o técnico anota no papel e digita depois, e você volta ao problema do fim do turno. Por isso vale testar o app no ponto mais sem sinal da planta antes de decidir. A implantação da OS digital, com o que muda para cada pessoa, está em como digitalizar as ordens de serviço.
OS digital x OS em papel
| Aspecto | Papel | Digital |
|---|---|---|
| Abertura | Depende de achar o formulário e alguém levar ao PCM | No local, pelo celular, com foto |
| Identificação do equipamento | Escrita à mão, sujeita a erro | Lida pelo QR Code |
| Horas | Anotadas no fim do turno | Registradas no início e no fim reais |
| Acompanhamento | Pergunta no rádio ou no corredor | Status visível para solicitante e PCM |
| Histórico e indicadores | Exigem digitação posterior | Saem das próprias OS encerradas |
| Auditoria | Caixa de arquivo | Busca por equipamento, data ou executante |
Erros comuns ao abrir e preencher a OS
- Equipamento genérico. “Linha 3” no lugar da TAG. O custo vai para a linha e o histórico do equipamento fica vazio.
- Diagnóstico no lugar do sintoma. O solicitante chuta a causa e o técnico vai com a peça errada.
- Tudo urgente. Quando toda OS é prioridade 1, nenhuma é. O PCM perde o critério e o backlog vira fila de quem reclama mais.
- Uma OS para vários serviços. “Revisar bomba, trocar lâmpada e ver vazamento” numa OS só impede apontar horas e custos separadamente.
- OS aberta depois do serviço. Às vezes inevitável na emergência, mas se virar rotina, a OS deixa de ser planejamento e passa a ser só registro.
- Encerramento sem causa. “Serviço executado” não é causa. Sem ela, as falhas repetitivas ficam invisíveis.
Abrindo a OS no Sismetro
No Sismetro, a solicitação é aberta no app pelo botão Novo, presente em qualquer tela, ou pelo QR do patrimônio, que preenche o equipamento e mostra o histórico de SS dele. A descrição aceita ditado por voz, que funciona sem internet quando o pacote de voz em português está instalado no aparelho, e nada é gravado sem a confirmação do técnico. O app é offline: a SS, as fotos, a assinatura e as horas ficam salvas no celular e são enviadas quando o sinal volta. Veja como funciona o app offline.
Próximo passo: pegue as últimas 20 OS encerradas da sua planta e confira quantas têm TAG, sintoma objetivo, horas reais e causa. Escolha o campo com mais falhas e mude o formulário para que ele seja obrigatório ou de lista fechada. É uma mudança pequena que melhora todos os indicadores que vêm depois.
Perguntas frequentes
Como abrir uma ordem de serviço de manutenção?
Identifique o equipamento pela TAG ou pelo QR Code, descreva o sintoma de forma objetiva, informe local e solicitante, classifique o tipo de manutenção e a prioridade e anexe uma foto. Depois o PCM ou o supervisor aprova, planeja materiais e mão de obra e libera a OS para execução.
Quem pode emitir uma ordem de serviço?
Depende do fluxo da empresa. Em geral, qualquer pessoa autorizada abre a solicitação de serviço, e o PCM, o planejador ou o supervisor converte a solicitação em ordem de serviço. Em corretivas de emergência, o próprio técnico pode abrir a OS, desde que o registro seja completado no encerramento.
Quais campos são obrigatórios numa OS de manutenção?
No mínimo: número da OS, equipamento (TAG), data e hora de abertura, solicitante, descrição do problema, tipo de manutenção, prioridade, executante, horas de início e fim, serviço executado, peças usadas, causa da falha e aceite. Sem horas e causa, a OS não alimenta indicadores.
Dá para abrir ordem de serviço pelo celular?
Sim. Em aplicativos de OS, o solicitante lê o QR Code do equipamento, descreve o problema, tira foto e envia. Alguns aplicativos funcionam sem sinal e enviam a solicitação quando a conexão volta, e há os que aceitam ditado por voz nos campos de descrição.