CMMS (do inglês Computerized Maintenance Management System) é o software que concentra a gestão da manutenção: cadastro de ativos, ordens de serviço, planos preventivos, estoque de peças e indicadores. No Brasil também aparece como sistema de gestão da manutenção ou, simplesmente, software de manutenção.
A lógica é simples. Tudo o que acontece com um equipamento vira registro: quem abriu o chamado, quanto tempo a máquina ficou parada, qual peça saiu do almoxarifado, quanto custou. Com esse histórico, o PCM para de trabalhar de memória e passa a decidir com dado.
O que um CMMS faz no dia a dia
- Gera as OS preventivas sozinho, pela data ou pelo horímetro, e distribui para a equipe certa.
- Recebe as solicitações de serviço da produção e transforma em OS.
- Guarda o histórico por ativo, o que permite calcular MTBF, MTTR e disponibilidade sem montar planilha.
- Controla o estoque de sobressalentes e amarra o custo de cada peça à OS em que ela foi usada.
- Mostra o backlog e a carga de trabalho por equipe ou por filial.
Não confunda com o ERP. O ERP cuida de compras, fiscal e financeiro da empresa inteira; o CMMS cuida da rotina técnica. O normal é os dois conversarem, para que a requisição de peça e o custo da OS não precisem ser digitados duas vezes. Num CMMS como o Sismetro, por exemplo, o técnico abre e encerra a OS pelo celular lendo o QR Code da máquina, e o indicador já sai atualizado.
Na prática: uma usina na entressafra
Imagine uma usina de açúcar e etanol que controla a manutenção em planilhas, uma por setor. Chega a entressafra e o coordenador precisa decidir quais bombas da destilaria vão para reforma. Sem histórico confiável, a lista sai da cabeça de quem está há mais tempo na casa. Com o CMMS, ele filtra as bombas com mais corretivas na última safra, vê o custo acumulado de cada uma e monta o plano em cima disso.
O erro mais comum é comprar o sistema e continuar preenchendo a OS no fim do turno, de memória. O software passa a guardar dado ruim, os indicadores ficam bonitos e ninguém confia neles. Antes de olhar o painel, garanta que o apontamento é feito na hora, por quem executou o serviço. Outro tropeço frequente é cadastrar os ativos sem hierarquia: sem uma árvore de ativos bem montada, fica impossível saber se a falha foi no motor, no redutor ou na bomba.
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