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Ficha de manutenção de equipamentos: modelo e campos

A ficha de manutenção de equipamentos é o documento que reúne, para um único ativo, a identificação dele e a sequência de todas as intervenções de manutenção: data, tipo, serviço executado, peças, horas, responsável e assinatura. É a vida do equipamento numa página. Quando bem preenchida, responde em segundos perguntas como “quando trocamos esse selo pela última vez?” e “quantas corretivas esse compressor teve no ano?”.

O nome varia de fábrica para fábrica: ficha de manutenção, ficha do equipamento, prontuário, registro de manutenção. O conteúdo é o mesmo. Abaixo, os campos que não podem faltar, um modelo para copiar e a diferença entre a ficha e os outros documentos com que ela costuma ser confundida.

Para que serve a ficha de manutenção

  • Diagnóstico. O mecânico que chega para uma corretiva vê o que já foi feito e não repete troca que não resolveu da última vez.
  • Indicadores. MTBF, MTTR e custo por equipamento só existem se cada intervenção tiver data, duração e custo.
  • Decisão de reforma ou troca. A ficha mostra se o equipamento está ficando mais caro de manter.
  • Auditoria. Cliente, certificadora e fiscalização pedem prova de que a manutenção foi feita. A ficha, junto das OS, é essa prova.

O assunto é parente próximo do histórico de manutenção: a ficha é a forma mais comum de apresentar esse histórico.

Que campos a ficha de manutenção deve ter

A ficha tem duas partes: o cabeçalho, que identifica o equipamento e muda pouco, e o corpo, onde cada intervenção vira uma linha.

Bloco Campo Por que importa
Identificação TAG Código único na planta; é por ele que tudo se cruza
Identificação Descrição e tipo “Bomba centrífuga de água de resfriamento”, não só “bomba”
Identificação Fabricante, modelo e número de série Necessários para pedir peça e consultar manual
Identificação Localização e área Onde está e a que linha ou sistema pertence
Identificação Criticidade Define prioridade e estratégia de manutenção
Identificação Dados técnicos principais Potência, rotação, vazão, pressão, lubrificante
Intervenção Data de início e fim Base para MTTR e para a linha do tempo
Intervenção Número da OS Liga a linha ao documento completo
Intervenção Tipo de manutenção Corretiva, preventiva, preditiva, melhoria
Intervenção Sintoma e causa O que se viu e por que aconteceu
Intervenção Serviço executado O que foi feito, em linguagem objetiva
Intervenção Peças e materiais Código, quantidade e, se possível, custo
Intervenção Horas Horas trabalhadas e tempo de equipamento parado
Intervenção Responsável Quem executou
Intervenção Assinatura ou aprovação Quem conferiu e aceitou o serviço

Dois campos fazem mais diferença do que parece. A TAG, porque sem um código único a ficha da “bomba 3” vira duas fichas quando alguém escreve “B-03”. O padrão de codificação está em cadastro de equipamentos e TAG. E a causa, porque é ela que permite achar falhas repetitivas. “Trocado rolamento” sem causa não ensina nada.

Ficha, ordem de serviço, relatório e registro: qual a diferença?

Os quatro nomes aparecem misturados, e a confusão gera retrabalho: gente copiando a OS inteira na ficha ou anexando a ficha no relatório da diretoria.

Documento Unidade Pergunta que responde Quem usa
Ordem de serviço (OS) Um serviço O que deve ser feito, por quem, e o que foi feito? Técnico, planejador
Relatório de preventiva Uma execução de plano O que foi verificado e medido nesta preventiva? Técnico, PCM, auditor
Ficha de manutenção Um equipamento O que já aconteceu com este equipamento? Técnico, engenharia, PCM
Relatório de manutenção (gerencial) Um período Como a manutenção foi no mês? Gestão, diretoria

O registro de manutenção é o termo genérico para qualquer um desses registros; em normas e auditorias, costuma significar “a prova documentada de que o serviço foi feito”. Na prática, a OS e o relatório de preventiva alimentam a ficha, e a ficha alimenta o relatório gerencial. O conteúdo da OS está em ordem de serviço de manutenção, e o relatório para a diretoria em relatório de manutenção.

O que vai num relatório de preventiva

O relatório de preventiva documenta uma execução do plano: equipamento, plano ou checklist aplicado, data, cada item verificado com resultado (conforme, não conforme, valor medido), anomalias encontradas, ações tomadas ou abertas, peças, horas e assinatura. Na ficha, ele vira uma linha: “12/08, preventiva trimestral, OS 4417, sem anomalias, 2,5 h, João”. O relatório completo fica anexado à OS.

Modelo de ficha de manutenção para copiar

O modelo abaixo é para um equipamento rotativo. Os dados são fictícios e servem para mostrar o nível de detalhe esperado.

Campo Valor Campo Valor
TAG CP-AR-02 Criticidade A
Descrição Compressor de ar parafuso, 75 kW Localização Casa de compressores, utilidades
Fabricante / modelo (preencher) Número de série (preencher)
Lubrificante Óleo indicado pelo fabricante Data de instalação 03/2019
Data OS Tipo Sintoma / causa Serviço executado Peças Horas trab. / parado Executante Aprovação
14/01 3902 Preventiva Plano de 2.000 h Troca de filtro de ar e filtro de óleo; inspeção de correias 2 filtros 1,5 / 1,5 Técnico A Supervisor
02/03 4051 Corretiva Alta temperatura de descarga / radiador obstruído por pó Limpeza do radiador; revisão da ventilação da sala Nenhuma 3 / 4 Técnico B Supervisor
18/04 4188 Preditiva Rota de vibração Coleta sem alteração em relação à linha de base Nenhuma 0,3 / 0 Técnico C PCM
09/05 4260 Corretiva Alta temperatura de descarga / radiador obstruído por pó Limpeza do radiador Nenhuma 2,5 / 3 Técnico A Supervisor

Repare no que a ficha mostra sem nenhum relatório: a mesma causa duas vezes em pouco mais de dois meses. A ação certa não é limpar de novo; é incluir a limpeza do radiador no plano ou resolver a entrada de pó na sala. É esse tipo de leitura que justifica o trabalho de manter a ficha.

Se quiser o modelo em formato editável, fale com a equipe da Sismetro.

Tire a manutenção da planilha. No Sismetro, ordens de serviço, planos preventivos, checklists, histórico do patrimônio e indicadores ficam juntos, com um app que funciona sem internet.

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Erros que estragam a ficha

  • Preencher no fim do turno. Horário e serviço viram estimativa. O MTTR que sai daí não serve para nada.
  • Texto livre sem padrão. “Arrumado”, “ok”, “verificado”. Use listas fechadas para tipo, sintoma e causa, e texto livre só para o detalhe.
  • Ficha só de corretiva. Sem as preventivas e preditivas, não dá para saber se o plano está funcionando.
  • Peça sem código. “Rolamento” não diz qual. O código permite somar custo e achar o consumo anormal.
  • Ficha longe do equipamento. Pasta no escritório do PCM não ajuda o mecânico às três da manhã.

Por que a ficha digital funciona melhor

Em papel ou planilha, a ficha depende de alguém transcrever cada OS encerrada. Esse alguém sai de férias, e a ficha para em março. No formato digital, a lógica se inverte: a ficha não é preenchida, ela é consultada. Cada OS encerrada no sistema já entra no histórico do equipamento com data, horas, peças e executante.

O ganho maior está no campo. Com uma etiqueta de QR Code no equipamento, o técnico aponta o celular e vê o histórico ali mesmo, antes de abrir a tampa. O artigo sobre QR Code na manutenção mostra como implantar as etiquetas. O verbete histórico do equipamento resume o conceito.

No Sismetro, a ficha é o próprio cadastro do patrimônio: o QR do patrimônio abre o histórico de SS daquele equipamento no app, que funciona mesmo sem sinal. Cada serviço é registrado com checklist, fotos, assinatura e horas, e o relatório de preventiva fica guardado na própria execução. Veja como funciona o app offline.

Próximo passo: escolha os dez equipamentos mais críticos da planta e confira se a ficha de cada um tem as quatro informações mínimas de toda intervenção do último ano: data, tipo, causa e horas. Onde faltar, o problema está no preenchimento da OS, e é por ela que a correção começa.

Perguntas frequentes

O que é uma ficha de manutenção de equipamentos?

É o documento que reúne a identificação de um equipamento e o resumo de todas as intervenções feitas nele: data, tipo de manutenção, serviço executado, peças, horas, responsável e assinatura. Funciona como a vida do equipamento numa página e é a base do histórico de manutenção.

Qual a diferença entre ficha de manutenção e ordem de serviço?

A ordem de serviço autoriza e documenta um serviço específico, do pedido ao encerramento. A ficha de manutenção é do equipamento: cada OS encerrada vira uma linha na ficha. Uma OS tem um serviço; a ficha tem todos os serviços daquele ativo.

O que deve ter num relatório de preventiva?

Identificação do equipamento, plano ou checklist aplicado, data, itens verificados com resultado, medições, anomalias encontradas, ações tomadas ou abertas, peças usadas, horas e assinatura do executante. O relatório de preventiva documenta uma execução; a ficha guarda o resumo dela.

Ficha de manutenção em papel ainda serve?

Serve para poucos equipamentos e uma equipe disciplinada, mas perde força rápido: depende de alguém transcrever as OS, não soma horas nem custos e fica longe do equipamento. Em formato digital, a ficha se monta sozinha a partir das ordens encerradas.

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O Sismetro organiza ordens de serviço, preventivas, estoque de peças e indicadores como MTBF e MTTR em um só lugar, com app para os técnicos e integração com o ERP Senior. Feito para indústria e agroindústria.

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