Quem procura uma alternativa ao módulo de manutenção da TOTVS geralmente já usa o Protheus e quer saber se o módulo Manutenção de Ativos (SIGAMNT) dá conta da rotina ou se vale colocar um CMMS dedicado ao lado do ERP. A resposta curta: o módulo atende bem quando o foco é custo, estoque e compras integrados e o planejamento é feito no escritório; um CMMS à parte tende a compensar quando a execução no campo, a evidência e os serviços de outras áreas pesam mais.
Transparência: este texto é publicado pela Sismetro, fornecedora de CMMS. As informações sobre o módulo da TOTVS vêm da documentação pública da empresa (portal TDN), consultada em outubro de 2026. Recursos, nomes e licenciamento variam por versão e contrato; confirme sempre com a TOTVS ou com a sua consultoria. A citação da marca não indica parceria nem endosso.
O que o módulo da TOTVS cobre
Na documentação pública da TOTVS, o produto aparece como TOTVS Manutenção de Ativos, da Linha Protheus, ligado ao segmento de manufatura, com a sigla de módulo SIGAMNT. Os boletins técnicos tratam da área como “Manutenção de Ativos e Gestão de Frotas”. Pela documentação, o escopo inclui:
- Cadastro de bens (equipamentos) e suas características.
- Planos de manutenção e geração de ordens de serviço preventivas e corretivas.
- Gestão de frotas, com controle de oficina.
- Indicadores de manutenção.
- Integração com outros módulos do Protheus, como estoque, compras e PCP, e com outras linhas da TOTVS por mensagem única.
A grande vantagem é estrutural: está na mesma base do ERP. Material requisitado, compra de serviço, custo da OS e centro de custo conversam sem integração, porque são o mesmo sistema. Para controladoria e suprimentos, isso vale muito. Recursos de mobilidade e de aplicativo dependem da versão e do licenciamento; o que estiver disponível na sua release precisa ser confirmado com a TOTVS.
Este texto foca no Protheus. Quem usa outros ERPs da TOTVS, como RM ou Datasul, encontra estruturas e módulos próprios, e a análise precisa ser refeita para cada caso.
Onde o módulo costuma bastar
Seria desonesto dizer que todo usuário de Protheus precisa de um CMMS à parte. O módulo nativo tende a ser a melhor escolha quando:
- A planta tem poucos equipamentos críticos e uma equipe pequena, com planejamento concentrado em uma ou duas pessoas no escritório.
- Os técnicos não precisam registrar o serviço no celular; o apontamento é feito no fim do dia por um planejador ou apontador.
- A cobrança principal da diretoria é custo de manutenção por centro de custo, e não disponibilidade e confiabilidade por equipamento.
- Não há exigência forte de evidência de campo (foto, assinatura, checklist) por auditoria de cliente, de qualidade ou de órgão regulador.
- A empresa já investiu em parametrização e o módulo está em uso de verdade, com OS e preventivas rodando.
Nesses casos, o melhor investimento costuma ser em processo e treinamento dentro do próprio módulo, e não em outro sistema.
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Onde um CMMS dedicado ganha
A busca por um CMMS ao lado do Protheus aparece quase sempre por motivos de rotina, e não de cadastro:
| Necessidade | Por que pesa |
|---|---|
| Execução no celular, inclusive sem sinal | OS aberta e fechada ao lado da máquina, com horários reais, em vez de digitada no fim do turno |
| Evidência de campo | Checklists, fotos e assinatura para auditoria de qualidade, segurança e clientes |
| Solicitação simples para a produção | Operador abre SS pelo QR Code sem ser usuário do ERP |
| Indicadores de manutenção prontos | MTBF, MTTR, disponibilidade e backlog sem relatório customizado |
| Serviços além da manutenção | Calibração de instrumentos, chamados de TI e áreas de apoio, inspeções, na mesma plataforma |
| Grupo com ERPs diferentes | Uma unidade no Protheus e outra em outro sistema, com manutenção padronizada |
| Usuários de campo | Técnicos, terceiros e operadores que precisam de acesso simples e restrito |
O ponto dos usuários costuma pesar mais do que parece. Dar acesso ao ERP para cada técnico, operador e terceiro tem custo de licença e de treinamento, e o técnico raramente gosta de navegar em telas pensadas para o escritório. Um CMMS com app de campo resolve a parte da execução e deixa o ERP com quem já é usuário dele. O artigo sobre aplicativo de manutenção no celular lista o que testar.
A diferença de papel entre os sistemas está explicada em CMMS, EAM ou ERP. A mesma discussão aparece com o SAP, e o artigo sobre SAP PM e alternativas mostra como outras empresas resolveram.
Integração com o Protheus
Quem escolhe o CMMS dedicado não abandona o Protheus; divide o trabalho. O desenho mais comum:
- Protheus como dono de produtos, saldos de estoque, compras, fornecedores, centros de custo e contabilidade.
- CMMS como dono de ativos técnicos, planos, SS, OS, checklists, histórico de falhas e indicadores.
- Fluxo entre eles: o CMMS recebe cadastros do Protheus e devolve solicitações ao armazém, solicitações de compra e o custo das OS.
Os caminhos técnicos mais usados são APIs REST do Protheus, a mensagem única TOTVS, um serviço customizado em ADVPL ou TL++ e a tabela intermediária processada por rotina do ERP. O que deve ser evitado é gravar direto nas tabelas do Protheus pelo banco de dados, pulando validações e regras de custo. O detalhamento, com tabelas padrão e fluxo de uma peça do pedido à baixa, está em CMMS integrado ao TOTVS Protheus. Para o desenho geral de dono e direção de cada dado, veja integração entre CMMS e ERP, e para as perguntas a fazer sobre a API do CMMS, API em software de manutenção.
Uma observação importante sobre o Sismetro: a integração nativa e homologada dele é com o ERP Senior. Com o Protheus, a conexão é feita por API, num projeto com a TI da empresa ou a consultoria, para receber cadastros e devolver requisições e custos. Se esse é o seu cenário, vale conversar com a equipe da Sismetro sobre escopo e prazo antes de decidir.
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Como decidir
Responda às perguntas abaixo com o PCM, um supervisor, alguém de TI e alguém de controladoria na mesma sala:
| Pergunta | Se a resposta for sim |
|---|---|
| Os técnicos precisam registrar a OS no celular, na hora? | Pesa a favor do CMMS dedicado |
| Auditorias pedem foto, checklist e assinatura do serviço? | Pesa a favor do CMMS dedicado |
| A produção precisa abrir solicitação sem ser usuária do ERP? | Pesa a favor do CMMS dedicado |
| Calibração, chamados internos ou inspeções precisam do mesmo controle? | Pesa a favor do CMMS dedicado |
| O módulo já está parametrizado e em uso pela equipe? | Pesa a favor de continuar no módulo |
| A prioridade é custo e compras, com pouco registro de campo? | Pesa a favor de continuar no módulo |
| A TI tem capacidade de manter uma integração? | Condição para o CMMS dedicado |
Se as respostas ficarem divididas, faça um piloto de 30 dias numa área, com indicadores definidos antes: percentual de OS registradas no mesmo turno, tempo entre SS e OS, OS com evidência anexada. Compare o mesmo indicador na área que continua no módulo.
No custo, coloque lado a lado os três anos de cada opção: no módulo, licenças adicionais de usuários, customizações e relatórios; no CMMS, assinatura, implantação, integração com o Protheus e manutenção dessa integração. O artigo sobre ROI de software de manutenção ajuda a colocar o ganho operacional nessa conta, e o texto sobre integração com compras e almoxarifado mostra o que muda para suprimentos.
O modelo híbrido na prática
Um exemplo ilustrativo: uma indústria de alimentos com duas plantas usa o Protheus para estoque, compras e custos e tinha o módulo de manutenção instalado, mas usado só para preventivas lançadas pelo planejador. As corretivas viviam numa planilha e os checklists de BPF no papel. Depois de colocar um CMMS ao lado do ERP, a divisão ficou assim: os técnicos executam SS, OS e checklists no celular; a OS gera a solicitação ao armazém no Protheus; o custo volta para o centro de custo do equipamento. Controladoria continuou no ERP, como antes. A manutenção ganhou registro de campo e indicador sem planilha paralela.
O erro a evitar é a solução pela metade: preventivas no módulo, corretivas na planilha e OS de campo num aplicativo isolado sem integração. Cada sistema precisa ter um papel claro.
Como próximo passo, levante quantas OS foram registradas no último mês no módulo de manutenção e quantas corretivas aconteceram de fato, pelo relato da produção. Se a diferença for grande, o problema é de registro no campo, e é aí que a comparação precisa começar. Para ver como um CMMS dedicado cobre essa rotina, a página do software de gestão de manutenção (CMMS) mostra os módulos do Sismetro.
Perguntas frequentes
O Protheus tem módulo de manutenção?
Tem. Segundo a documentação pública da TOTVS, o TOTVS Manutenção de Ativos (SIGAMNT), da Linha Protheus, cobre cadastro de bens, planos de manutenção, ordens de serviço, gestão de frotas e indicadores, integrado a estoque, compras e custos do ERP. Recursos de mobilidade e licenciamento variam por versão.
Dá para integrar um CMMS ao Protheus?
Dá. Os caminhos mais comuns são APIs REST do Protheus, mensagem única TOTVS, serviço customizado em ADVPL ou TL++ e tabela intermediária processada pelo ERP. Confirme com o fornecedor do CMMS se a integração é nativa ou um projeto, e quem fará a manutenção dela.
O Sismetro tem integração nativa com o Protheus?
Não. A integração nativa do Sismetro é com o ERP Senior. Com o Protheus, a conexão é feita por API, num projeto com a TI da empresa, para receber cadastros e devolver requisições e custos. Consulte a equipe da Sismetro para avaliar o seu cenário.
Usar CMMS e ERP juntos não duplica cadastro?
Não, se cada dado tiver um dono. Produtos, fornecedores e centros de custo nascem no ERP e são lidos pelo CMMS; ativos técnicos, planos e OS nascem no CMMS. Duplicação acontece quando os dois sistemas permitem criar o mesmo dado.